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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

OSCAR 2015 - EM 30 SEGUNDOS






ENTÃO...
IMAGINA OS FILMES DO OSCAR RESUMIDOS EM UMA PALAVRA OU UMA FRASE?
VAMOS COMEÇAR ESTE ANO , COM A MAIS PURA SINCERIDADE DO CRÍTICO AQUI, SEM ANALISAR PORMENORES DOS FILMES E QUESTÕES TÉCNICAS...
ALGUMAS PESSOAS VÃO ASSUSTAR, MAS FALO DO FILME COM ENTRETENIMENTO, SEM JULGAR QUESTÕES POLÍTICAS, DIRETORES, ATUAÇÕES. O SNIPER AMERICANO POR EXEMPLO: UM GRANDE FILME ENQUANTO FILME DE AÇÃO, SEM CONSIDERAR O FATO DE GLORIFICAR UM ASSASSINO.
QUEM NÃO CONSEGUIR DISSOCIAR AS COISAS, POSSIVELMENTE NÃO VAI CONCORDAR COM NADA.
NA VERDADE A IDÉIA É MALHAR MESMO A PREMIAÇÃO DE ODIAMOS AMAR.


BIRDMAN 

PALAVRA: CHATO

FRASE: TENTOU SER UM NOVO " REDE DE INTRIGAS" , MAS
PASSOU LONGE.







SNIPER AMERICANO

PALAVRA: PRECISO

FRASE: BRILHANTE DIREÇÃO DE UM CLINT COM 85 ANOS.








BOYHOOD - DA INFÂNCIA A JUVENTUDE

PALAVRA: FRACO

FRASE: BELA E LONGA "SESSÃO DA TARDE"








GRANDE BUDAPESTE HOTEL

PALAVRA: GENIAL

FRASE: MELHOR FILME DE WES, AINDA QUE ISTO NÃO SIGNIFIQUE MUITO







JOGO DA IMITAÇÃO

PALAVRA: BOM

FRASE: CONFUNDIRAM "GRANDE HISTÓRIA" COM "GRANDE FILME".







SELMA

PALAVRA: ÓTIMO

FRASE: O PRECONCEITO NÃO PERMITE CONSAGRAR TANTOS FILMES SOBRE NEGROS.







WHIPLASH

PALAVRA: ÓTIMO

FRASE: CONFUNDIRAM GRANDES ATUAÇÕES COM GRANDE FILME DE NOVO







TEORIA DE TUDO

PALAVRA: ÓTIMO

FRASE: CONFUNDIRAM GRANDES ATUAÇÕES COM GRANDE FILME - PARTE 2







O INVENCÍVEL

PALAVRA: ÓTIMO

FRASE: VERGONHA...NÃO FOI INDICADO.








GAROTA EXEMPLAR:

PALAVRA: PERFEITO

FRASE: VERGONHA...NÃO FOI INDICADO - PARTE 2

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O INVENCÍVEL (2014) ANÁLISE CRÍTICA



SINOPSE
O drama retrata a história real do atleta olímpico Louis Zamperini, que sofre um acidente de avião, e cai em pleno mar. Ele luta durante 47 dias para reencontrar a terra firme, e quando consegue, é capturado pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

ELENCO
Matthew Crocker, Jack O´Connell, Domhnall Gleeson, Garrett Hedlund, Takamasa Ishihara, Finn Wittrock, Jai Courtney, Maddalena Ischiale 

ROTEIRO
Joel Coen, Ethan Coen, Richard LaGravenese, William Nicholson 


PRODUÇÃO EXECUTIVA
Mick Garris, Jon Jashni, Thomas Tull 

PRODUÇÃO
Matthew Baer, Angelina Jolie, Erwin Stoff, Clayton Townsend 

DIREÇÃO
Angelina Jolie

Duração: 137 min.
Ano: 2014
País: EUA
Gênero: Guerra, Drama 
Classificação: 14 anos


O QUE EU VI DO QUE EU VI

Adoro filmes de guerra. Adorei "Corações de ferro" ainda que tenha falhas bisonhas, e tente, a todo custo ser um grande filme. O invencível é um filme mais cativante, revoltante, mais interessante de recomendar. 
Não sei porque alguns críticos insistem em falar mal de produções assim, só porque existem uma diretora semi-estreante ou porque ela é quem é. Enfim, longe de ser um "Naufrago" ou " a ponte do rio kwai" , o filme mistura elementos dos dois, tornando o filme bastante atrativo. Fechando a produção com "chave de ouro", o próprio Zamperini aparece para arrancar lágrimas e deixar saudades.

ANÁLISE

ANGELINA E ZAMPERINI POUCO ANTES DA MORTE
A 2° Guerra Mundial é um tema explorado à exaustão pela arte, principalmente pela 7°. Após 70 anos do seu fim, pode-se afirmar com certeza absoluta que todos os seus pontos de vista foram transformados em filmes: o dos perdedores, o dos vencedores, histórias fictícias e histórias sobre um personagem específico, geralmente do gênero biografia. Invencível, pertence à esta última categoria. Seu personagem é Louis “Louie” Zamperini, um militar da aeronáutica americana, sobrevivente da guerra, após passar anos nas mãos dos japoneses. Apenas isso já seria o suficiente para se fazer um filme, mas Zamp seria apenas mais um entre milhares de homens que também sobreviveram. O que o torna um ser único é o fato dele ter sido um atleta olímpico. De ter sobrevivido a queda de seu caça em pleno pacífico. De ter sobrevivido à dezenas de dias no mar, se alimentando de peixes pequenos, tubarões e bebendo água da chuva. De ter sido a vítima do ódio (e inveja) do comandante da base em que ficou preso. E como se tudo isso não fosse o suficiente, de ter se mostrado leal à seus companheiros de farda, nos momentos mais difíceis.

MAKING OF
Dado o enredo, apresentado de forma excelente ao longo de quase 3 horas, vamos à parte técnica. O ator principal, Jack O’Connell (desconhecido do grande público), é competente e suas expressões faciais traduzem com muita beleza sua coragem e seu sofrimento. Domhnall Gleeson (Frank, Anna Karenina), mais conhecido que seu colega de elenco, convence, além de ser responsável por algumas risadas da platéia. Do trio principal, resta o “vilão” da história, o japonês Takamasa Ishihara, talentoso, a todo momento querendo mostrar que representa o lado “mau” da história. À respeito da direção, realizada pela também atriz Angelina Jolie, sem dúvida traz peso e aumenta a curiosidade do telespectador, que deseja saber se a esposa de Brad Pitt e ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2000, também se sairá bem por trás das câmeras. Jolie tinha uma boa história em mãos, e não jogou fora a oportunidade de adaptá-la. A atriz demonstra talento ao dirigir e ao escolher roteiros. Para uma diretora ainda inexperiente (este é o seu 2° filme como diretora), conseguir prender a atenção do telespectador por quase 3 horas, em um filme de guerra, é um grande mérito. O enredo é ótimo, o elenco é competente, e o resultado é muito, muito bom.

Como uma história dessas ficou guardada na gaveta (a Universal Studios comprou os direitos em 1957) ao longo de 58 anos, e uma pena que Louis tenha falecido antes do lançamento oficial do filme. E com a certeza de que o mundo ganhou mais uma competente diretora mulher, em uma Hollywood ainda majoritariamente comandada por homens.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

ÊXODO - DEUSES E REIS (2014) - CRÍTICA




FICHA TÉCNICA

EUA, 14. 150 min. Direção de Ridley Scott. Com Christian Bale, Ben Kingsley, Joel Edgerton, John Turturro, Adam Paul, Ben Mendelsohn, Maria Valverde, Sigourney Weaver, Hiam Abass, Ewen Bremmer, Tara Fitzgerald. 

SINOPSE

Exodo é uma adaptação da história bíblica do Êxodo, segundo livro do Antigo Testamento. O filme narra a vida do profeta Moisés (Christian Bale), nascido entre os hebreus na época em que o faraó ordenava que todos os homens hebreus fossem afogados. Moisés é resgatado pela irmã do faraó e criado na família real. Quando se torna adulto, Moisés recebe ordens de Deus para ir ao Egito, na intenção de liberar os hebreus da opressão. No caminho, ele deve enfrentar a travessia do deserto e passar pelo Mar Vermelho.   

O QUE EU VI DO QUE EU VI

Início e fim muito corridos, mas as pragas e o mar vermelho valem o ingresso, ainda que , a forma que é mostrado a onda chegando, com Moisés e Ramsés bem abaixo é absurdamente inverossímil, afinal, morrem todos que estavam voltando, mas os dois bem no meio do evento e sobrevivem sem maiores explicações.
Na verdade, acabou o filme com todo mundo com "cara de a é ".
Foi o que eu vi.

ANÁLISE   

Em 1956 fez grande sucesso e teve enorme repercussão o filme Os Dez Mandamentos, de Cecil B. De Mille, que contava justamente essa mesma história. Ainda que rodado em Hollywood, com um elenco bem americano, ele ficou inesquecível por causa de uma sequência de efeitos especiais que mostrava a passagem pelo Mar Vermelho dos judeus em fuga. Embora esse o filme seja muito divertido seguia a linha do diretor de mostrar mulheres bonitas e seminuas (e também uma sequência de orgia aonde adoravam o Bezerro de Ouro, que resolveram eliminar aqui). Talvez porque o filme já estivesse ficando muito longo, não mostram os 40 anos em que eles vagam pelo deserto por castigo de Jeová. O próprio Deus aparece na figura muito discutível de um menino. Não chega a ser ruim, mas fica difícil de acreditar, até porque no filme original (recomendo vocês que deem uma olhada, é cafona mas um espetáculo grandioso em que a melhor coisa é o jovem Charlton Heston sendo um tremendo Moisés. Yul Brynner, o primeiro careca do cinema moderno, também é um poseur como o faraó egípcio).  Houve em 98 a versão em animação do tema, quase semelhante chamado O Príncipe do Egito.

Enfim, este novo Êxodo tem erros e acertos. O diretor Ridley  Scott já não é mais o mesmo dos tempos de Alien (sua musa Sigourney Weaver faz um ponta quase irreconhecível) , Thelma e Louise e Blade Runner. Talvez porque sinta a ausência de seu irmão também diretor Tony Scott, a quem o filme é dedicado (ele se matou em agosto de 2012).

Enquanto Christian Bale convence bem como Moisés, devidamente sofredor e heroico, o mesmo não se pode dizer de seu irmão de adoção, o filho do faraó Ramsés. Não apenas o ator australiano Joel Edgerton é discutível, mas como sua maquiagem beira o ridículo. Não há muitas surpresas na historia, a não ser a presença de egípcios efeminados (as mulheres do filme são poucas, exóticas e mal utilizadas). 

A primeira parte mostrando os dois ainda amigos é rotineira, mas o filme melhora quando chegam as pragas bíblicas (há uma sequência que não estaria no livro, a dos crocodilos do Nilo) que tem a missão de convencer o faraó o libertar os judeus que eram escravos há muitos anos. Eu gosto muito da sequência da caminhada até a  Terra Prometida, principalmente as cenas quando as tropas egípcias vão em sua perseguição e sofrem baixas. A historia do Mar Vermelho procura seguir os estudos recentes que dizem que naquele lugar há movimento das águas que permitira a passagem daqueles em fuga. Ainda assim é convincente mesmo que o final seja precipitado.  

O filme teria custado 140 milhões, foi rodado em sua maior parte na Espanha e até agora não rendeu muito mais do que 40 milhões de dólares (mas mal estreou). Certamente deverá atrair um público religioso e na verdade me parece bem mais verossímil do que o recente Noé.                 


              

sábado, 27 de dezembro de 2014

A ENTREVISTA (2014) CRÍTICA




FICHA TÉCNICA
Gênero: Comédia
Direção: Evan Goldberg, Seth Rogen
Roteiro: Dan Sterling, Evan Goldberg, Seth Rogen
Elenco: Anesha Bailey, Charles Rahi Chun, Diana Bang, Dominique Lalonde, Harrison Lee, James Franco, Lizzy Caplan, Randall Park, Seth Rogen, Steve Chang, Timothy Simons, Tommy Chang
Produção: Evan Goldberg, James Weaver, Seth Rogen
Fotografia: Brandon Trost
Montador: Zene Baker
Trilha Sonora: Henry Jackman

SINOPSE

Na comédia de ação The Interview, Dave Skylark (James Franco) e seu produtor Aaron Rapoport (Seth Rogen) conduzem o popular programa de TV sobre celebridades "Skylark Tonight". Quando descobrem que o ditador norte-coreano Kim Jong-Un é fã do show, eles marcam uma entrevista com ele na tentativa de conseguirem sua aprovação como jornalistas sérios.

Mas quando Dave e Aaron se preparam para viajar à Pyongyang, seus planos mudam no momento em que a CIA os recruta, mesmo sendo os homens mais desqualificados possíveis, para assassinar Kim Jong-Un.

O QUE EU VI DO QUE EU VI

Gostou de É o fim? Gostou de Ligeiramente grávidos? Gostou de Superbad?

ANÁLISE

A Entrevista é sensacional! É ácido, profano, ousado, sem o menor freio moral, disposto a ofender, satirizar e fazer graça de uma situação absurda. É um dos filmes mais engraçados do ano – e justamente por isso que a Coreia do Norte não quer que você assista. A situação é bizarra. Um governo ditatorial incomodado com uma comédia boboca ianque, resultando em ataques de hackers, ameaças nada veladas e o cancelamento – até segunda ordem – do lançamento do filme. O resultado é o mundo ainda mais curioso com o filme, com o tamanho do vespeiro cutucado por Seth Rogen, Evan Goldberg, James Franco e cia. Afinal, é mesmo pra tudo isso?

A resposta simples? Claro que sim! A Entrevista não é uma comédia bobinha, é um petardo de incorreção política apoiado em um roteiro esperto e personagens muito bem desenhados. O centro da coisa é Dave Skylark (Franco), apresentador de um programa ao estilo TV Fama ou TMZ, em que os famosos revelam seus maiores segredos – a primeira entrevista mostrada no filme, com Eminem, é tão inacreditável e absurda quanto de rolar no chão de rir. Mas seu produtor, Aaron Rapoport (Rogen), começa a pensar se essa vida de frivolidade não pode dar um passo maior. Afinal, a ótima audiência de Skylark é diretamente proporcional ao oba oba de celebridades ridicularizadas que desfilam em seu programa.

A coisa muda quando a dupla descobre que Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte, é um grande fã do programa. O tiro no escuro de tentar uma exclusiva com o líder do país mais recluso do planeta dá frutos quando Aaron consegue armar o papo, em Pyongyang e transmitido ao vivo para o mundo. E a coisa complica ainda mais quando uma agente da CIA (Lizzy Kaplan) atrela uma missão à entrevista: com um arsenal atômico cada vez mais poderoso, o mundo seria eternamente agradecido se Dave e Aaron pudessem apagar Kim, envenená-lo com um reagente químico e dar uma chance à paz. E por que não?

A Entrevista vai do absurdo ao inacreditável quando apresentador e produtor chegam à Coreia e Kim se mostra a Dave como um sujeito sensível e incompreendido, um homem colocado em uma posição de poder mas que, no mundo, só quer o mesmo que todo sujeito com dinheiro e tempo de sobra: encher a cara, transar com o máximo de modelos possível e se divertir. Dividido ente a missão e a nova amizade com alguém que finalmente o entende (“Eles nos odeiam porque não são a gente”, diz), Dave pode colocar tudo a perder. A química entre Franco e Rogen está ainda mais afiada que em Segurando as Pontas e É o Fim, mas a grande surpresa é Randall Park: no papel de Kim, ele vai do adolescente tardio, um bufão traumatizado pelo papai, a manipulador cruel que confirma os piores temores do mundo em um sorriso de canto de boca, um olhar que salta com precisão da ingenuidade à psicopatia. Franco e Rogen são o centro de A Entrevista, mas é fascinante observar a bomba relógio armada por Park prestes a detonar.

E o que exatamente Kim Jong-un não quer que o mundo veja em A Entrevista?  Na sátira conduzida por Rogen e Goldberg, o ditador é mostrado como uma criança birrenta. Todo seu objetivo é manipular Dave Skylark para mostrar a Coreia como um país próspero e com o povo feliz. “Melzinho na chupeta” é a expressão repetida ao longo do filme: personagens manipulam mostrando/dizendo exatamente o que o outro espera. É um jogo de sedução canalha, e é exatamente assim que Kim entra na cabeça de Skylark, fazendo o apresentador pensar que ele não passa de um sujeito que busca a constante aprovação do pai morto, que é um coitado em uma posição difícil. Para piorar, Kim é fã de Katy Perry (ele chora com “Firework”) e sabe que esse lado sensível é sua maior fraqueza, já que o povo de seu país o vê como um Deus que se alimenta de luz e não tem funções biológicas ativas (“Eu tenho brioco, Dave”, confessa).

Outro ponto que A Entrevista levanta é que, por trás dos fanáticos, a Coreia do Norte teria muita gente, inclusive no círculo interno de Kim, disposta a ajudar em sua execução para transformar o país numa verdadeira democracia. Isso é representado por Sook (Diana Bang), a Ministra de Informação da Coreia que, além de deixar o personagem de Seth Rogen excitado como adolescente, ajuda a dupla a destruir a imagem pública de Kim. O que, claro, é o que acontece no momento da proverbial entrevista, quando Dave e Kim começam a papear em uma transmissão global, seguindo um roteiro armado pelo ditador – mas destruído com maestria por Skylark. Kim Jong-un, o ditador chorão, o moleque gordinho e afeminado que sofreu bullying do próprio pai e quer mostrar ao mundo como ele é machão ao apertar um botão nuclear. É isso que ele não quer que o mundo veja? Ah, vai lavar a louça,

A Entrevista é um deleite para quem busca uma comédia de primeira. A estrutura narrativa convencional ganha fôlego com as gags salpicadas pelo roteiro: o encontro de Aaron com um tigre (e o lugar nada cômodo que ele é obrigado a esconder um equipamento enviado pela CIA); o uso do veneno fornecido pela agência para apagar o ditador, que termina no alvo errado; a burrice americana ampliada por cada frase de Skylark, um sujeito completamente sem noção do tamanho da encrenca em que se meteu; o clímax, absurdamente violento, totalmente desproporcional e para ser aplaudido em pé.

Igualmente desproporcional é a reação do Kim da vida real e sua retaliação patética contra o trabalho de um estúdio de cinema em lançar o que não é nada além de uma sátira. Seu pai, Kim Jong-il, foi ridicularizado (junto com toda Hollywood liberal) no excelente Team America, que Matt Stone e Trey Parker fizeram em 2004. O esculacho foi muito mais agudo que este de A Entrevista, e nem assim houve essa comoção – talvez por ele ser fã de cinema, como o próprio Seth Rogen contou há algumas semanas, talvez por seu filho ser um completo lunático, vai saber. O fato é que o filme de Rogen e Evan Goldberg toca em todas as feridas certas e encontra em Kim Jong-un o personagem perfeito para uma sátira afiada sobre a cultura de celebridades, a superficialidade de um naco considerável do jornalismo e o poder nas mãos de um moleque inconsequente. Se a Coreia do Norte se mostra tão incomodada, é sinal de que o filme funciona. Pena que, pelo andar da carruagem, o resto do mundo não vai poder formular sua própria opinião.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O HOBBIT - A BATALHA DOS CINCO EXERCITOS (2014) - CRITICA



FICHA TÉCNICA

Nova Zelandia, 14. 144 min. Direção de Peter Jackson. Com Ian McKellen, Christopher Lee, Cate Blanchett, Richard Armitage, Martin Freeman, Benedict Cumberbatch (como o dragão), Luke Evans,Lee Pace, Evangeline Lily, Orlando Bloom, Billy Connolly, Hugo Weaving, Aidan Turner, James Nesbitt, Ian Holm.


SINOPSE

“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos traz uma épica conclusão para as aventuras de Bilbo Bolseiro, Thorin Escudo-de-Carvalho e a Companhia de Anões. Tendo conseguido reclamar sua terra natal do Dragão Smaug, a Companhia involuntariamente liberou uma força mortal no mundo. Enfurecido, Smaug traz uma chuva ardente de ódio obre os homens, mulheres e crianças indefesas da Cidade-Lago.
Obcecado com seu tesouro conquistado, Thorin sacrifica a amizade e a honra para escondê-lo, enquanto as tentativas frenéticas de Bilbo em fazê-lo enxergar a razão, levam o Hobbit por uma desesperada e perigosa escolha. Mas existem perigos ainda maiores pela frente. Escondido de todos, menos de Gandalf, o grande inimigo Sauron envia legiões de Orcs em um ataque surpresa contra a Montanha Solitária.


O QUE EU VI DO QUE EU VI

O hobbit é um filme bastante pessoal. Primeiro ele volta a Terra média, que é Alderaan na minha  geração. O retorno do rei me arrebatou. 1 bilhão na bilheteria sem o chato 3D. 11 oscars (na verdade todos que disputou)
Segundo porque comecei a página com a finalidade de colocar a crítica do primeiro hobbit, às 3.30 da madrugada, saindo do cinema na pré-estréia.
Quase dormi, esta é a verdade. A ansiedade dava o lugar à decepção.
Veio o segundo filme e eu quis gostar. Queria o filme do ano, e foi melhor sim, mas faltou algo...
Aí veio o terceiro para redimir a Terra média, entregando um filme sério, triste, com grandes interpretações, e ficou no fim aquela sensação de que faltou mais filme, coisa que nos outros sobrava.
Enfim, amei o filme, amei as surpresas, as mortes, amei o que eu vi. O destino dos personagens muito bem amarrados.
Para se ter uma idéia, as cenas de Legolas, Galadriel, Saruman são melhores que as da própria trilogia dos anéis.
Quem venha a versão estendida que com certeza preencherá as lacunas que percebi.
Para ver e rever.

ANALISE

Este é o tão esperado final da trilogia do Hobbit (curioso com a série veio crescendo e acabou sendo muito querida pelo público! Bem que merecia ser lembrada pela Academia nesta conclusão ao menos louvando seu excelente trabalho em efeitos especiais, sem esquecer a competência do diretor Peter Jackson). O fato é que em Imax e 3D, achei as cenas de ação excepcionais, mais nítido do que nunca e assisti todo o filme com prazer e com certa pena de que terem concluído a franquia (embora contrariando o livro, acho que foi boa ideia fechar a historia fazendo a Conexão com o Senhor dos Anéis!)... Como sabem este episódio teve seu titulo mudado, antes era o menos adequado There and Back Again.


Continuo a vibrar com a presença do grande Christopher Lee (aos 92 anos), gostei de ver Cate Blanchett finalmente tendo um momento forte de intervenção, e Martin Freeman, já estava mesmo entre os meus atores preferidos (em especial em comédia).


Ainda assim é preciso se desculpar o fato de que o ultimo capítulo é muito ingrato porque como eles mesmos explicaram há muita luta e muitas explicações para poder concluir tudo (diz o diretor que não pode ir cortando nas cenas de luta para figurantes desconhecidos porque o espectador perderia o interesse). E há cenas de lutas que duram 45 minutos. Já começa a partir de onde parou o filme anterior com o ataque do dragão Smaug que vai destruir pelo fogo a cidade no lago (prova do prestigio do ator Cumberbatch é que não se vê sua cara, mal se entende também sua voz, já que faz um monstro que rosna e fala de maneira retumbante). Não sabia que quando das filmagens iniciais, foram rodadas as cenas que iriam constituir o primeiro e o ultimo filme (só mais tarde que foram escrever a historia que preencheria o filme do meio!). Assim os primeiros acabaram em julho de 2012 e o segundo em meados de 2013. Este terceiro é o mais curto da serie. Nos letreiros há canção composta por Billy Boyd, que fez Pippin em O Senhor dos Anéis que me pareceu forçado demais, demonstrando falta de identidade.

E assim por diante, a série começou de forma irregular (e aquele banquete interminável atrapalhou muito) mas se recuperou no capítulo seguinte, que ficou mais rápido. Basicamente Erebor sua montanha e riquezas passam a ser disputada por diversas tribos de tal forma, obrigando os anões a defende-la liderados por Thorin (Armitage, que a série deve ter transformado em astro e que como acharam os americanos interpreta o personagem com se sofresse de febre de ouro, a maneira shakespereana). Já Bilbo tem um pouco menos a fazer além de observar ate porque aos 70 minutos já começa a batalha. E ai parece digno de opera de Wagner. Se bem que muita gente esteja comparando com Ran de Kurosawa, que é um dos filmes mais belos de todos os tempos.



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

OPERAÇÃO: INVASÃO 2



FICHA TÉCNICA

Titulo Original: The Raid 2: Berandal
Título no Brasil: Operação Invasão 2
Gênero: Ação | Crime | Suspense
Duração: 150 Min
Elenco:
Iko Uwais … Rama / Yuda
Julie Estelle … Alicia / Hammer Girl
Yayan Ruhian … Prakoso
Arifin Putra … Uco
Donny Alamsyah … Andi
Oka Antara … Eka
Tio Pakusodewo … Bangun
Kazuki Kitamura … Ryuichi
Alex Abbad … Bejo
Cecep Arif Rahman … The Assassin
Ryûhei Matsuda … Keiichi
Ken’ichi Endô … Goto
Very Tri Yulisman … Baseball Bat Man

SINOPSE:

No Filme Operação Invasão 2 Bluray Dublado. Sequência de Operação Invasão (2011). A história se passa duas horas depois do término do primeiro filme, cuja história mostrava uma tropa de elite da polícia de Jacarta tentando desarmar diversos traficantes protegidos dentro de um prédio. O roteiro de The Raid 2: Berandal foi escrito antes de Operação Invasão (The Raid), mas como o diretor não encontrava financiamento para “Berandal”, ele decidiu criar uma história anexa, mais barata de produzir, que acabou se tornando o primeiro filme.

ANÁLISE CRÍTICA APÓS ASSISTIR A PRIMEIRA VEZ....

PODEROSO CHEFÃO 2 -IMPÉRIO CONTRA -ATACA - CAVALEIRO DAS TREVAS - TROPA DE ELITE 2 - EXTERMINADOR DO FUTURO 2  ----
OPERAÇÃO INVASÃO 2

Em Operação Invasão 2, o que era pra ser apenas um festival de pancadaria acaba se tornando uma fantástica experiência cinematográfica. Quem assistiu o primeiro e já cult Operação Invasão, tem uma ideia do que estou falando, mas essa sequência sobe o tom da história, do drama das personagens e, é claro, das cenas de ação. Considerando aqui o sub-gênero dos filmes de artes marciais, o filme vai além de seus limites e pisa no território dos filmes de arte, impressionando até os menos empolgados pelo gênero. É por isso que “Operação Invasão 2″ já nasce cult e merece ser assistido várias vezes.
No primeiro filme, um esquadrão de assalto da polícia é encarregado de invadir um prédio controlado por um poderoso traficante. A missão é secreta e quase impossível de ser realizada, pois o prédio é guardado por um pequeno exército fortemente armado. O filme se passa inteiramente dentro do prédio e segue o desdobramento dessa missão, durante o qual muitas revelações são feitas e uma trama muito mais complexa e multifacetada é revelada. Quem acaba ficando no olho desse furacão é o novato Rama (Iko Uwais), que descobre ter questões pessoais a serem resolvidas dentro daquele exato prédio.
No caminho até o último andar, presenciamos algumas das cenas de lutas mais impressionantes dos últimos tempos. Ferozes, viscerais, velozes e incrivelmente bem coordenadas e filmadas. “Operação Invasão 2″ tem início algumas horas após a épica luta final do primeiro filme, e Rama (e alguns dos outros sobreviventes) tem que lidar com as consequências do que ocorreu naquele prédio. A única opção que lhe é dada é a de tentar terminar o que foi iniciado ali, o que ele aceita com o intuito de proteger sua família e vingar um ente querido.
Para isso ele terá que se infiltrar em uma das maiores organizações criminosas da cidade e tentar sobreviver à um conflito entre mafiosos. Essa sequência segue a estrutura de um filme de máfia, com muitos dos elementos conhecidos aos fãs do gênero: policiais infiltrados, poderosos patriarcas, chefões ascendentes em busca de território, traições em família, etc.

As lutas entre Rama e as pequenas multidões de atacantes continuam tão impressionantes quanto no primeiro. Vale destacar a caótica e generalizada briga no lamacento pátio de uma prisão, no qual duas facções rivais e a polícia se enfrentam impiedosamente. Não é uma questão de qual dos lados vai ficar com menos hematomas, mas sim de qual dos lados vai ficar com menos crânios esmagados, gargantas dilaceradas, membros retorcidos, vísceras abertas ou pedaços de metal, madeira ou vidro enfiados no corpo. Esse é o mesmo nível de violência do primeiro filme e a coisa toda beira o gore. O que impressiona é como aquela arte marcial indonésia (Pencak Silat) pode ser tão graciosa e violenta ao mesmo tempo, permitindo que seus especialistas “dancem” e se dilacerem durante as principais lutas. E esse é apenas um dos pontos nos quais o elenco do filme se destaca. Os dois filmes perderiam muito de seu peso se não fosse pela ótima atuação de Iko Uwais, que consegue transmitir perfeitamente toda a angustia, desespero e mesmo a tranquilidade de Rama, um rapaz simples (que sabe-se lá porque é altamente treinado em artes marciais) que se vê no meio de uma guerra contra os poderosos criminosos da cidade.


Mas se Rama é o responsável por boa parte da carga dramática, são os vilões que carregam boa parte do que há de mais cool e estiloso na execução desse filme. O trio principal de assassinos é uma atração à parte e lembra o estilo de Tarantino em “Kill Bill”. Mesmo que não saibamos seus nomes e que tenham pouquíssimas falas, eles são construídos de uma forma marcante e se expressam quase que exclusivamente por meio das artes marciais. O Assassino é o mais experiente deles e só vemos algum vestígio de emoção humana em seu rosto quando ele percebe que está diante de um adversário à sua altura e que terá uma ótima luta a seguir. Sorriso contido e um olhar empolgado.

Já O Homem Com O Taco de Baseball é um jovem rapaz que anda o tempo inteiro com o capuz de seu moletom cobrindo a cabeça e arrastando um taco de baseball onde quer que vá; o que ele é capaz de fazer com esse taco durante uma luta consegue ser impressionante. Outro detalhe interessante é a forma calma e quase apática com a qual ele diz “devolva a minha bola” depois de atacar alguém violentamente com uma bola de baseball. Já a bela e elegante Garota do Martelo, anda sempre impecável e, em determinada cena, retira de sua bolsa de grife dois martelos velhos e surrados, que ela irá utilizar para quebrar os ossos e rasgar a carne de uma meia dúzia de guarda-costas em um vagão de trem.
Se não pelas lutas, esse é um filme que vale a pena ser assistido pela sua cinematografia. São os belos e estilosos enquadramentos que dão a essa obra uma pegada artística e até mesmo reflexiva em alguns momentos. Além disso, os impressionantes e engenhosos planos sequência durante uma fantástica perseguição automobilística te fazem pensar no trabalho que foi realizar aqueles takes. Em outros momentos, o trabalho de câmera te coloca dentro das lutas, utilizando ângulos e movimentos nada convencionais para fazer o espectador participar daquela experiência. Esses efeitos são potencializados pela rápida e alucinante edição, que também ficou a cargo de seu escritor e diretor Gareth Evans. Graças a esses dois filmes, ele vem se destacando como um dos principais diretores de ação da nossa época.
Operação invasão 2 renova o gênero Ação, ao mesmo tempo que remete aos primeiros filmes do diretor John Woo, clássicos como FERVURA MÁXIMA e THE KILLER: O MATADOR. E já existem rumores de que o filme pode ganhar um remake americano e também uma nova sequência, do próprio Evans. Esqueçam o remake. QUE VENHA A SEQUÊNCIA!






ANÁLISE CRÍTICA APÓS ASSISTIR  A SEGUNDA VEZ ....

PODEROSO CHEFÃO 2 -IMPÉRIO CONTRA -ATACA - CAVALEIRO DAS TREVAS - TROPA DE ELITE 2 - EXTERMINADOR DO FUTURO 2  -
OPERAÇÃO INVASÃO 2!!!
OPERAÇÃO INVASÃO 2!!!
OPERAÇÃO INVASÃO 2!!!
OPERAÇÃO INVASÃO 2!!!
OPERAÇÃO INVASÃO 2!!!
OPERAÇÃO INVASÃO 2!!!
OPERAÇÃO INVASÃO 2!!!
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OPERAÇÃO INVASÃO 2!!!

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