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quinta-feira, 12 de março de 2015

CURIOSIDADE DE FILMES - ROBOCOP (1987)


27 anos depois, um novo filme sobre o robótico policial do futuro chegou ao cinema em 2014 Criado em uma Detroit não muito diferente de qualquer cidade de hoje em dia, o herói de lata de 1987, dirigido por Paul Verhoeven foi um sucesso estrondoso. Agora, o novo Robocop, com muitas linhas lisas e um roteiro inspirado na obra original, divide opiniões. E você, fã do policial de lata, conhece tudo sobre o seu herói? Vejam estas curiosidades sobre o Robocop original:

1. Michael Ironside, Arnold Schwarzenegger e Rutger Hauer foram cotados para o papel. Acabou que, Peter Weller, ator e maratonista nas horas vagas, estava em forma para o papel.

2. Apesar do icônico pôster, Weller não cabia no carro com a armadura inteira. Por isso, em todas as cenas dentro do carro, o Robocop estava “sem calças”.

3. Peter Weller buscou consultoria para desenvolver um movimento fluido do robô policial. Incorporando técnicas de mímicos, ele praticou por 7 meses até desenvolver um movimento único para o personagem. Weller chegou a dançar no Central Park com equipamento de futebol americano.

4. O processo de fabricação da armadura do Robocop levou quase 8 meses.

5. Após duas semanas de filmagem, Weller vestiu o uniforme pela primeira vez. Depois de um cansativo processo que levava de 8 a 11 horas, ele descobriu que quase não conseguia se mover!

6. Mesmo removendo partes, a armadura ainda causava desconfortos para Weller se mover. Ele insistiu para que se encontrasse uma solução. Em dois dias, ator e diretor chegaram ao movimento de andar característico do personagem.

7. Apesar da história se passar em uma Detroit futurista, nem uma única tomada (ou de suas sequências) foi feita na cidade. De acordo com o produtor Jon Davison, eles descartaram filmar na cidade por que ela não tinha nenhuma construção futurista ou moderna. As filmagens ocorreram nas cidades de Pittsburgh e Dallas.

8. As ruas de Detroit, repletas de vilões armados e muitas explosões, eram, na verdade, uma rua de Dallas pronta para ser demolida.

9. Provavelmente influenciados pelo movimento para erguer uma estátua do Robocop em Detroit, os diretores resolveram, finalmente, fazer algumas externas na cidade.

10. Romance não parece ter vez em RoboCop, mas uma história de amor foi considerada por Verhoeven e o roteirista Ed Neumeier. Antes do script final, Verhoeven pediu a Neumeier e o co-roteirista Michael Miner um rascunho de um romance entre Murphy e Anne Lewis, mas ao ler a versão, o diretor decidiu que a versão anterior, sem o afair, era melhor.

11. Um dos personagens mais icônicos de Robocop e que nunca teve o seu nome nas telas: Bixby Snyder (interpretado por S.D. Nemeth), astro de “Não é meu problema!” e “eu compraria por um dolar!”. O nome do show é apenas mencionado em uma cena deletada: “Topless Pizza”.

12. As ideias de Verhoeven, de um vestiário compartilhado, o acompanham desde o Robocop de 1987, e depois, em Starship Troopers, dez anos depois.

13. O grande Alfred Hitchcock sempre adorou participar de seus filmes, mas no caso de Paul Verhoeven, RoboCop foi a única vez que o diretor apareceu na frente da câmera, e foi por acidente. A cena, no qual Robocop prende um dos bandidos em uma discoteca, o operador de câmera Jost Vacano filmou Verhoeven inspirando os dançarinos, o que acabou virando um “easter egg” para o Blu-ray. Ele só soube da cena durante a edição do filme, mas concordou que a filmagem se encaixava na cena..

14. Ed Neumeier começou um rascunho de Robocop 2 onde o herói estaria “offline” por 25 anos após ter sido atingido por uma explosão. Mas o desenvolvimento deste roteiro cai por terra com a greve dos roteiristas. Entao, Robocop 2 e 3 foram escritos pelo autor de quadrinhos, Frank Miller.

15. Para o confronto, nos quadrinhos, entre Robocop e o Exterminador do Futuro, Frank Miller criou uma história em 4 partes onde a consciência de Murphy estava enterrada na futurista Skynet, já que a tecnologia do Robocop teria auxiliado, em primeiro lugar, o surgimento do poderio das máquinas. Miller até faz uma ponta em um dos filmes.

16. Inicialmente, o diretor Paul Verhoeven não filmou a cena da morte do oficial Murphy (o que permitiu torná-lo o RoboCop). O orçamento do filme já havia terminado e não seria possível adicionar a cena, mas depois da filmagem, Verhoeven e o produtor Jon Davidson entraram em contato com o estúdio, conversando sobre a cena e conseguiram mais dinheiro para filmá-la.

17. Ainda sobre o item 5: Aprender a se movimentar dentro da armadura era difícil para Peter Weller. A roupa pesada foi projetada por uma equipe liderada por Rob Bottin e houveram muitos atrasos em sua fabricação, ​​por causa de mudanças no design. A armadura só ficou pronta no primeiro dia de filmagem, e Weller não teve tempo para treinar os movimentos. Então, a produção teve que ser interrompida para que o ator aprendesse a se movimentar usando a armadura, que levava até 11 horas para ser colocada.


18. O estúdio estava preocupado com a reação que os policiais da vida real teriam quanto à brutalidade do filme. Principalmente na cena em que RoboCop arremessa Clarence Boddicker através do vidro, enquanto lia sua “Advertência de Miranda”. Qual não foi a surpresa de todos, quando os policiais trazidos para a triagem de teste receberam a cena com gritos e aplausos. – O RoboCop não usava calças enquanto dirigia. Armaduras robóticas não funcionavam muito bem dentro dos carros de 1987, ou melhor, Peter Weller não cabia dentro de um carro se estivesse usando a armadura de RoboCop. É por isso que só há cenas mostrando a armadura inteira se preparando para entrar ou parcialmente fora do carro. Nas cenas em que dirige, RoboCop está usando a metade superior da armadura e bermudas.  

19. O diretor Paul Verhoeven tem o costume peculiar de não chamar os atores por seus nomes reais, mas sim, pelos nomes dos personagens. Pode não ser uma prática tão estranha, mas causou uma crises de riso em Miguel Ferrer e Kurtwood Smith, na cena da morte de Bob Morton, porque Verhoeven se dirigia às atrizes que faziam o papel de prostitutas, como “bitches” (puta, vadia, etc).

20. RoboCop pegou emprestado o tema de O Exterminador do Futuro. Para o trailer original, Orion usou a música-tema de outro de seus filmes de ficção científica de sucesso, O Exterminador do Futuro. Schwarzenegger foi, inicialmente, considerado para o papel de RoboCop, mas ele era muito grande para a armadura, segundo os produtores. – A armadura de RoboCop foi, de longe, o item mais caro do set. Os produtores pagaram um milhão de dólares pelos seis ternos utilizados no filme.Três deles eram danificados propositalmente, para as cenas de luta, e os outros três tinham aspecto normal. As armaduras eram tão quentes e pesadas, que Peter Weller emagreceu quase três quilos por dia, com a perda de líquidos. Eventualmente, um sistema de refrigeração de ar foi instalado para amenizar os danos ao ator. O relato de Weller sobre a armadura é o seguinte: “Foi a coisa mais difícil que eu já fiz, e – quer saber a verdade? – Foi a coisa mais difícil que alguém já fez. Eles tinham que ter dutos de ar condicionado apontados para mim, para soprar ar gelado a cada 20 minutos.”

21. A cena em que RoboCop atira no meio das pernas do estuprador não estava no roteiro. A cena deveria ser com RoboCop batendo no estuprador, mas na hora da filmagem, Paul Verhoeven teve a ideia de atirar entre as pernas de Donna Keegan e acertar a virilha do estuprador.



22. Como parte do lançamento em VHS do filme, RoboCop escoltou o ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, para um evento de caridade do “Boys Club Of America”. Embora não tenha sido, realmente, o ator Peter Weller na armadura, 25.000 dólares foram doados ao Boys Club em nome de Nixon e da Orion Home Video.

23. O RoboCop não tinha, realmente, a visão de calor infravermelho, e a alternativa encontrada foi pintar os atores com tinta fluorescente e colocar uma luz negra sobre eles. Sim, isso mesmo! – A cena com reféns foi baseado em uma situação da vida real. Em 1978, o ex-membro do conselho da cidade, Dan White, fez várias pessoas reféns, enquanto exigia seu emprego de volta, antes de assassinar o prefeito de San Francisco, George Moscone, e o Supervisor Harvey Milk. No filme, um dos personagens é visto comendo Twinkies – isso foi feito como uma homenagem à “Twinkie Defense”, que é o termo usado para designar o que os advogados de White alegaram ter sido a razão dos homicídios: a mudança na dieta do réu, de comidas saudáveis para Twinkies, teria acarretado em depressão e o deixado fora de si.

24. As mãos do RoboCop foram feitas de borracha, o que tornou extremamente difícil para Peter Weller pegar as coisas. A cena em que RoboCop pega as chaves do carro levou um dia inteiro para ser filmada e foram 50 tentativas antes de conseguir o primeiro tiro do filme. – A cena da morte de Murphy foi fortemente editada durante e após a produção, para salvar o filme de uma classificação X. Mesmo com as edições, teve de ser apresentada 12 vezes à MPAA, antes do filme ser liberado como classificação R. A versão em DVD contém a cena completa de tortura de Alex Murphy. – Kurtwood Smith fez o teste para o papel de Dick Jones, mas Verhoeven deu-lhe o papel do senhor do crime de Detroit – Clarence Boddicker -, porque via em Smith uma semelhança com o comandante nazista Heinrich Himmler.


25. O filme contém uma referência a outro gigante de ferro da justiça. A primeira aparição de RoboCop, é quando o maníaco com a metralhadora aparece na loja de conveniência. Na loja, há uma revista em quadrinhos do Homem de Ferro na prateleira. Verhoeven achou que essa seria uma boa homenagem, já que ambos, Homem de Ferro e RoboCop, são homens com armaduras metálicas em busca de justiça.

26. Detroit vai ter a sua própria estátua de RoboCop. Quando a notícia da proposta “New Detroit” do prefeito de Detroit, Dave Bing começou a circular na internet, em 2011, várias campanhas para angariação de fundos para uma estátua de RoboCop foram colocadas em ação, e a estátua está planejada para ser inaugurada na cidade nesta primavera. – O diretor Paul Verhoeven e o designer Rob Bottin entraram em confronto durante as filmagens, na cena em que Murphy tira o capacete. Bottin estava preocupado que Verhoeven usaria muita luz e acabaria expondo o trabalho de maquiagem, enquanto Verhoeven estava confiante de que nada iria ser exposto. Bottin se recusou a falar com Verhoeven pelo resto da filmagem e jurou nunca mais trabalhar com ele novamente. Isto até ver uma triagem final do filme, então perdoou Verhoeven e concordou em trabalhar com ele em “O Vingador do Futuro”.

27. O roteiro passou por vários diretores antes de de chegar à mesa de Paul Verhoeven. Verhoeven só olhou algumas páginas e decidiu passá-lo adiante, acreditando ser apenas mais um “filme de ação idiota”. Porém, sua esposa leu o roteiro e conseguiu lhe convencer de que era uma boa ideia abraçar o projeto. – Diferente da maioria dos filmes de ficção científica, RoboCop não faz menção a nenhum ano, nem explica se está em um futuro próximo ou distante. Simplesmente inicia, como se fosse parte do presente, o fato é que, apesar de ter passado tantos anos desde sua estreia, não se pode considerá-lo ultrapassado, como ocorre em “2001 – Uma Odisséia no Espaço” que mostra um futuro muito distante do ano de 2001.


28.A Ford apareceu, claramente, como provedora principal de automóveis para o filme. O aparecimento do (então) novíssimo Taurus como carro-patrulha. Como sua frota de modelos 1986 não era inovadora o bastante, foi decidido utilizar modelos já existentes na Europa, mas que ainda não haviam sido lançados nos Estados Unidos como Sierra, Escort e Orion. 


Para saber mais sobre os ROBOCOPS, :LEIA AQUI NO SITE


quarta-feira, 11 de março de 2015

CURIOSIDADES DE FILMES - O ILUMINADO (1980)


Room 237 é um documentário mega mindfuck. Principalmente se você assistiu “O Iluminado” de forma fechada e concluiu que é uma obra-prima do terror. O filme é sim uma obra-prima, mas não é sobre terror. É muito além disso.

O documentário, dirigido por Rodney Ascher e lançado em 2012, revela teorias implícitas e mensagens subliminares impressionantes. O filme deixa claro que, mesmo após tantos estudos, provavelmente ainda há mais mensagens que não foram descobertas pelos estudiosos da obra.

E olha que o filme foi dissecadíssimo. Inclusive foi visto, por obcecados pelo Kubrick, de trás para frente e sobreposto ao original. A surpresa são diversas cenas que parecem estar em sintonia, como a própria imagem da capa desta matéria, acima.

São muitas teorias que fica difícil resumir. O fato de o hotel ser construído sobre um cemitério indígena e haver várias referências à cultura dos índios, determina que é um filme sobre o holocausto indígena. O número 42, amplamente mostrado no filme, assim como a máquina de escrever alemã Adler, sugerem que o filme é sobre o holocausto da 2ª Guerra Mundial. O ano de início do extermínio dos judeus foi 1942. E multiplicando 2x3x7, o resultado é…vocês sabem.

Kubrick modificou consideravelmente a história em relação ao romance original, de Stephen King. O labirinto, por exemplo, sequer existe no livro. Unindo a esta invenção do diretor, o documentário encontra referências ao mito do Minotauro. Não por acaso, segundo o documentário, os primeiros filmes de Kubrick foram filmados nos estúdios da “Minotaur Productions”.

O talvez assunto mais conspiratório do planeta também está presente em “O Iluminado”: a chegada do homem à Lua. Segundo o documentário, Stanley Kubrick dirigiu a cena em que a Apollo 11 chegou à Lua, em 1969. “O Iluminado” seria, na visão de especialistas, um filme que mostra o arrependimento do diretor após este acordo com o governo norte-americano. É uma das partes do documentário mais curiosas, por isso transcrevo logo abaixo um dos trechos em que o assunto é citado.

Impossível não se surpreender com a genialidade de Kubrick. Reserve 98 minutos do seu dia e assista a essa preciosidade.

Então depois que bati na tecla com o processo de projeção frontal de tela dentro do material visual da Apollo, então me interessei em ver se Kubrick tinha deixado pistas no restante da sua carreira sobre a sua possível participação na falsificação da aterrissagem na lua da Apollo e fiquei muito feliz quando, há dois anos, recebi a minha cópia de “O Iluminado” em blu ray e a coloquei para rodar e me sentei uma noite para assistir e me dei conta de que todas as coisas que alguém pode imaginar que Stanley Kubrick passou para falsificar a aterrissagem da Apollo e depois no filme cada vez que Stanley se desvia do livro de Stephen King, ele se desvia até dessas exatas perguntas:

“O que se sente ao fazer um acordo com o governo dos Estados Unidos?
O que se sente ao dizer acidentalmente a alguém que estava fazendo algo e ver que depois, possivelmente, tenha que sofrer as consequências da sua falta de integridade?
O que se sente ao mentir para a mulher e dizer à ela que você estava fazendo uma coisa quando na verdade estava fazendo outra? O que se sente quando a sua mulher ficou sabendo do que você estava fazendo realmente?”

Estas são as perguntas que eu tinha muito antes de ver “O Iluminado” de novo depois 8 ou 9 anos de não vê-lo. Não tinha certeza de que estava certo na primeira hora, não tinha certeza se estava movendo a linha do que queria ver e o que via e depois de quase 58 minutos de ver o filme está a famosa cena onde o Danny está brincando com seus caminhões, e vem a cena da Apollo com o foguete decolando e depois eu soube que estava certo e comecei a ver o filme com uma intensidade que não acho que tenha visto em outro filme anteriormente, e cada linha linha começou a parecer verdadeira.

“Wendy, isto é tão típico de você”.
“Por acaso você não sabe que tenho obrigações com os meus patrões?”
“Você faz alguma ideia do que é um contrato? Sabe o que um acordo significa?”

Todo o discurso de Jack Nicholson contra a sua esposa é Stanley dizendo à sua esposa que ela descobriu o que ele estava fazendo, que era o material visual da Apollo.

Kubrick disse que mudou o número do quarto 217 do livro para 237 a pedido do hotel onde o filme foi rodado. Eles tinham um quarto 217 de verdade e achavam que os hóspedes teriam medo de ficar nele se vissem o filme. Não, de fato isso não é verdade, se você liga para o veraneio em Mount Hood e pergunta pelo quarto 217, vai descobrir que não há nenhum quarto. Então essa declaração não é verdadeira. Stanley estava mentindo, essa não é a razão pela qual ele mudou o número do quarto 217 para 237. A razão é porque o quarto 237, no filme, representa o cenário da aterrissagem na lua onde o trabalho e o livro de ciência padrão disse e ainda diz, mas agora com lasers se pode medir melhor, que a distância da Terra até à Lua é de exatamente 237 mil milhas, então ele fez a mudança para que se entendesse que este era o quarto da lua.


Então o Danny se levanta, ele está usando a blusa da Apollo 11, caminha pelo corredor até o quarto 237 e tem uma chave na fechadura e na chave estão as palavras “Room” e a letra “N”, que é uma velha abreviatura que significa “número”, então se lê “Room Number 237″ e só há duas palavras que podem te ocorrer com essas letras e são “Room” e “Moon”, então na chave, na etiqueta diz “Moon Room” e esse é o quarto da lua onde tudo o que acontece não é real e tudo sobre este quarto tem que ser coberto com mentiras e não devemos deixar que ninguém fique sabendo o que realmente acontece.

Curioso, não? O documentário trata muito mais do que a suposta aterrissagem da Apollo 11 à Lua, como descrito mais acima. Há muito o que ser explorado em “O Iluminado” e há diversas referências a outras obras de Kubrick, como “Laranja Mecânica”, “2001: Uma Odisseia no Espaço” e “De Olhos Bem Fechados”. Kubrick modificou a obra de Stephen King para mostrar mais que um filme. Como é citado no documentário, “O Iluminado é um filme sobre o passado”. Room 237 é, contudo, um documentário recomendadíssimo e valiosíssimo. O trecho acima é só uma gota em um oceano de referências e mensagens subliminares que Room 237 disseca.



Outras curiosidades

 Baseado em um livro homônimo de Stephen King, O iluminado (The shining) de Kubrick não é fiel ao romance. As mudanças, que revoltaram os leitores (e dizem, até o autor), estão relacionadas à diminuição dos sustos fáceis (Bu!), em benefício do suspense psicológico.

- O título do livro foi inspirado em uma música de John Lennon chamada Instant Karma!, que contém a frase "We all shine on…". Stephen King quis originalmente dar o nome ao livro de The Shine, mas mudou o nome quando percebeu que "shine" era gíria pejorativa para negros.

- O livro ganhou uma versão para a TV americana em 1997. O iluminado da TV foi  estrelado por Rebecca De Mornay e Steven Weber e é fiel ao romance.

- Durante a produção do filme era comum Stanley Kubrick ligar de madrugada Stephen King e fazer-lhe perguntas do tipo: "Acredita em Deus?"

- O hotel The Timberline Lodge, no Oregon, foi usado como locação do externa do longa. Os interiores foram construídos no Elstree Studios, em Londres.


- Originalmente com 146 minutos o longa foi reduzido para 142 poucas semanas após seu lançamento. A primeira versão continha uma cena excluída - SPOILER- logo após a cena do corpo de Jack congelado. Em um hospital, Wendy descansa em uma cama, enquanto Danny brinca na sala de espera. Ullman (o gerente do hotel), conta a Wendy que o corpo de seu marido não foi encontrado. Ao ir embora, o gerente entrega a Danny uma bola. A mesma que aparece rolando no corredor antes do menino ser atacado no quarto 237. Ullman ri e vai embora. Em seguida entra a enigmática cena da fotografia. - FIM DO SPOILER!

- A cena da bola rolando em direção aos carrinhos de Danny levou 50 tomadas para sair direito. 

- As cenas de Danny andando de velocípede foram feitas com steadicam (um aparelho usado na cintura do cinegrafista onde é acoplada a câmera para que ela não trepide). O longa foi o primeiro a utilizar o equipamento.

- Falando nas cenas com o velocípede, existem milhares de especulações curiosas relacionadas ao longa. Segundo fãs mais dedicados, a abertura do desenho O fantástico mundo de Bobby faz referência a essa cena. E aí, tem semelhança???

- Quem disse que mestre não erra? Por volta de 1 minutos e 08 segundo do longa, quando o carro de Jack segue ao Hotel Overlock, é possível ver a sombra do helicóptero que leva a câmera no canto inferior direito do vídeo.

- Segundo o Livro dos Recordes, a cena onde Wendy sobe as escadas de costas carregando um bastão de baseball foi feita 127 vezes. Um recorde de takes para uma única cena. Entretanto, Garrett Brown, operador de steadicam, e o assistente de direção Gordon Stainforth, afirmam que a informação é incorreta. A cena foi filmada cerca de 35-45 vezes. Brown também diz que a cena na qual Hallorann explica a Danny sobre a iluminação teve 148 takes. De qualquer forma Kubrick é um perfeccionista obcecado!

- Novecentas toneladas de sal foram usadas para criar a neve do labirinto.

- A primeira escolha de Kubrick para o papel de Danny foi Cary Guffey, de Contatos imediatos de terceiro grau (1977). Mas os pais do garoto mudaram de ideia ao conhecer a temática do longa.

- Houve tantas mudanças no roteiro durante as filmagens que, a certa altura, Jack Nicholson parou de lê-lo. A partir daí, ele leria apenas as páginas novas que recebia todos os dias.

- A ideia de Danny mover o dedo quando falava como Tony veio do ator-mirim Danny Lloyd. O pequeno intérprete  fez isso espontaneamente durante as audições.

- Apesar da tensão há apenas uma cena de assassinato em todo o filme. 

- A imagem das duas garotas no corredor do hotel foram inspiradas na fotografia "Identical Twins, Roselle, New Jersey, 1967" de Diane Arbus.

– Ao contrário do que muitos pensam, as macabras filhas gêmeas do antigo zelador não são irmãs gêmeas de verdade. Uma tinha 8 e a outra 10 anos.


– Em uma das cenas que começa a aparecer o distúrbio mental de Jack e ele aparece jogando uma bola de tênis contra a parede, foi ideia de Jack Nicholson. No roteiro, só estava especificado: “Jack não está trabalhando”.

– Sempre que o personagem Jack Torrance falava com um “fantasma” no filme, havia um espelho em cena.

– Novecentas toneladas de sal foram usadas para criar a neve do labirinto.


– A ideia de Danny mover o dedo enquanto falava como Tony veio do ator-mirim Danny Lloyd. O pequeno intérprete fez isso espontaneamente durante as audições.



– Stephen King não gostou do filme. Tanto não gostou que ele mesmo roteirizou uma série para a TV baseada no livro, mas que não teve o mesmo sucesso do filme.

– Apesar da tensão, há apenas uma cena de assassinato em todo o filme.

– Mais de 400 mil metros de negativos foram rodados, e Kubrick aproveitou apenas 1% de tudo que filmou.

– Mesmo atualmente sendo idolatrado por muitos, o filme foi ganhador da Framboesa de Ouro por Pior Atriz e Pior Diretor.

– A inspiração do livro se deu por conta de um sonho que Stephen King teve, no Hotel Stanley em 1974. O escritor estava hospedado neste hotel, situado nos arredores de Denver, onde era o único hóspede do dia. Ele acordou de um pesadelo onde seu filho de três anos era perseguido no corredor do hotel por um homem com um machado. O escritor resolveu então, para acalmar os nervos, levantar de sua cama, admirar a vista das montanhas rochosas e fumar um cigarro. No tempo em que levou para fazer isso, teve a ideia para escrever o livro. Já sabem o número do quarto em que ele estava, né? 217, é claro.

CURIOSIDADES DE FILMES - HARRY POTTER




1 - Quando Arthur Weasley leva Harry Potter e seus amigos ao Ministério da Magia, eles tem de digitar os números de um código secreto num telefone. Arthur digita os números 62442. As letras abaixo desses números no teclado de um telefone normal soletram a palavra “magic”.


2 - Se um trouxa avistar Hogwarts, ele veria apenas uma velha ruína com um cartaz escrito “Entrada probida. Prédio perigoso”.

3 - Natalie McDonald, do livro Harry Potter e o Cálice de Fogo, foi uma pessoa real. Era uma garota de nove anos. Residia em Toronto, no Canadá, e possuía leucemia. Ela escreveu uma carta a J.K Rowling perguntando o que aconteceria em seguida nos livros de Harry Potter, pois não poderia viver o bastante para conseguir lê-los. J.K respondeu à menina, mas esta faleceu um dia antes da chegada do e-mail. Em homenagem, J.K tornou Natalie uma estudante do primeiro ano de Hogwarts, sendo escolhida pelo chapéu Seletor a entrar para a Grifinória – a casa dos corajosos. Mais tarde, quando J.K foi ao Canadá para uma tour promocional de Harry Potter, visitou a família da menina.

4 - O símbolo do Patrono de Hermione é uma lontra, porque J.K Rowling adora lontras, e se vê muito em Hermione.

5 - O motorista e o condutor do Nôitibus levaram os nomes dos avós de J.K, Ernie e Stanley (Ernesto e Stanislau na versão em Português).

6 - Os irmãos gêmeos Fred e George comemoram seu aniversário no Dia da Mentira: 1º de Abril.
7 - Sirius Black ganhou este nome devido à estrela mais brilhante do céu noturno, que é Sirius, ou também conhecida por “A estrela do lobo” (The Dog Star).

8 - Lilly Evans é o nome da mãe de Harry antes de casar-se com James Potter. Ela não tem parentesco algum com o personagem Mark Evans.



9 - Dementadores não se reproduzem, mas crescem - assim como fungos - onde há tristeza.10 - Dumbledore é uma antiga palavra Inglesa para “abelhão”. J.K diz que combina perfeitamente para ser o cabeça de Hogwarts, por ser inteligente assim como um abelhão.

11 - O menor nível de Bruxaria que um bruxo ou feiticeiro pode receber é o 12.


12 - Normalmente, as crianças bruxas são educadas em casa, não vão a escola, até irem a Hogwarts aos 11 anos, pois não é seguro que elas pudessem guardar o segredo de suas verdadeiras identidades de seus colegas trouxas. Os Weasley, por exemplo, foram educados caseiramente pelo Sra. Weasley.

13 - Um bruxo só consegue ver um Testrálio quando já viu alguém morrer na sua frente. Harry só conseguiu vê-los em seu quinto ano, que foi o ano seguinte após ter visto seu amigo Cedrico Diggory morrer.

14 - As quatro casas de Hogwarts correspondem aos quatro elementos. Grifinória é o fogo, Corvinal é o ar, Lufa-Lufa é a terra e Sonserina é água.

15 - A câmera de Colin Creevey não trabalha à bateria, mas à magia envolta por Hogwarts. Ele revela as fotos a partir de uma poção mágica de revelação que permite que as figuras movam-se dentro da foto.


16 - O Patrono do Dumbledore é uma fênix.

17 - O Professor Flitwick é muito pequeno porque é descendente de gnomos. Provavelmente por seu ta-ta-ta-taravô.

18 - Há aproximadamente 3.000 bruxos na Inglaterra.

19 - Os membros da Ordem da Fênix comunicam-se com os seus Patronos. Eles são os únicos bruxos que sabem como usar seus espíritos guardiões para isso. Dumbledore foi quem os ensinou, pois foi quem inventou esse método de comunicação.

O Patrono é um ótimo mensageiro, pois é efetivo contra as Artes das Trevas, não é atrapalhado por barreiras físicas (o Patrono atravessa qualquer coisa), e cada um é único – portanto nunca há dúvidas se a mensagem recebida é da pessoa certa, ou se foi enganado.

20 - Há dez diferentes espécie de dragões no mundo mágico de Harry Potter.

21 - O segundo nome de Harry é James, o de Hermione é Jean, o da Gina é Molly (por causa de sua mãe) e o do Rony é Bilius.

22 - O primeiro nome dos fundadores das casas de Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina são, respectivamente: Godric, Helga, Rowena e Salazar.


23 - J.K Rowling e Harry Potter tem a mesma data de aniversário: 31 de Julho.

24 - Magia não pode trazer pessoas mortas de volta para a vida. Portanto, não importa o quanto um bruxo se torne poderoso, ele nunca poderá ressuscitar ninguém.


25 - O animal em que um animago transforma-se é uma reflexão de sua personalidade.

26 - Nick-Quase-Sem-Cabeça foi decapitado por praticar odontologia errado. Ele estava tentando deixar mais liso os dentes de Lady Greeve, mas ao invés, acabou deixando-os com aparência de presas. O executor bateu com seu machado 45 vezes na cabeça de Nick, e ainda assim não conseguiu extraí-la totalmente de seu corpo.

27 - Tom Riddle foi quem matou a Murta Que Geme, pelo basilisco.

28 -  Há mais coisas por trás de tia Petúnia do que imaginamos, mas ela não é uma decepção – o fruto de uma família de bruxos que não consegue praticar magia si mesmo.

29 -  Uma guerra tomou lugar no mundo mágico ao mesmo tempo da Segunda Guerra Mundial trouxa. O malvado bruxo Grindenwald foi finalmente derrotado por Dumbledore em 1945 – mesmo ano da queda de Hitler.

30 - Uma pena de escrever mágica detecta o nascimento de cada criança bruxa e registra num livro. Depois, Professora McGonagall envia uma coruja a cada criança, quando esta completa 11 anos.

31 - Se J.K Rowling escrever um oitavo livro de Harry Potter, seria uma enciclopédia do mundo mágico, no qual ela usaria todo o material extra que ficou fora dos livros.

32 - O primeiro nome de Gina é Ginevra.

33 - West Ham United é único time de futebol mencionado nos livros, em homenagem ao amigo de J.K, Troy, que torce para o time.

34 - Para os bruxos, gnomos de jardim são pragas assim como as toupeiras são para os trouxas, pois também comem a raiz das plantas e deixam pequenas pilhas de terra para trás.

35 - O Quadribol começou no século XI num local chamado Brejo de Quidditch, que não está marcado no mapa trouxa porque os bruxos enfeitiçaram o local, tornando-o impossível de localização.
Originalmente era um jogo muito bruto. Era jogado sobre um cabo de vassoura, e existia apenas uma bola: uma goles.

36 - Pirraça (Peeves) nunca foi uma pessoa real, um humano. Não é um fantasma, mas é um espírito indestrutível, que está sempre provocando caos. Ele desparafusa candelabros, derruba bengalas e causa confusão nas pessoas.

37 - No dinheiro trouxa, um galeão vale cerca de £5

38 - O que um pufoso mais gosta de comer são os materiais constituintes de vagões de trem (como rodas, molas, cilindros de freio, etc). Um pufoso é uma grande bola de pêlo amarela, da qual um tentáculo emerge quando está procurando por comida.

39 - Dumbledore tem um irmão que trabalha no bar Cabeça de Javali, em Hogsmead. Ele tem cheiro de cabra.

40 - O gato de Hermione, Bichento, é um meio-amasso. O amasso é uma criatura da família dos gatos, muito inteligente, que tem a capacidade de farejar pessoas suspeitas muito rapidamente, e reage mal a quem não gosta. Por outro lado, é um animal de estimação adorável quando gosta de seu dono. Bichento foi o cruzamento de um amasso com um gato.

41 - Originalmente, o nome dos Comensais da Morte era Cavaleiros de Walpurgis.

42 - O miolo da varinha de Hermione é feita de cordas de coração de dragão.

43 - Demelza Robins, a artilheira do time de Quadribol da Grifinória em O Enigma do Príncipe, recebeu este nome por causa da casa de caridade que Daniel Radcliffe ajuda: Demelza House Children’s Hospice, que cuida de jovens doentes.


44 - Tiago, Sírius, Remo e Pedro chamavam a si mesmos de Marotos. Daí o nome para o Mapa do Maroto.

45 - A atriz que deu vida a Murta Que Geme tem 45 anos atualmente.

46 - J.K Rowling afirma que Dumbledore é gay. Ele já se apaixonou por Grindelwald.

47 - Os personagens das pinturas podem apenas mover-se para as pinturas em que estão retratados.


48 - O miolo das varinhas de Hermione, Rony e Harry formam juntos os três miolos de varinhas Olivaras.

49 - Um professor sempre é diretor da casa a qual pertenceu quando estudou em Hogwarts. Como exemplo, Snape é o professor diretor da casa Sonserina. Assim, é certo que foi um estudante da Sonserina quando jovem. Minerva pertenceu a casa da Grifinória, Sprout a Lufa-Lufa e Flitwick a Corvinal.

50 - O nome em inglês do gato de Hermione é Crookshanks.

sábado, 7 de março de 2015

O CONDE DRÁCULA (1970) & CONDE DRÁCULA (1970)


Resolvi desatar um nó na cabeça do cinéfilo curioso. Existem dois filmes do mesmo gênero, no mesmo ano, com mesmo nome (nacional) e mesmo ator. A diferença fica a cargo do artigo.

O CONDE DRÁCULA

1970 / Espanha, Alemanha Ocidental, Itália, Liechtenstein / 98 min / Direção: Jesús Franco / Roteiro: Jesús Franco, Augusto Finocchi, Harry Alan Towers (baseado na obra de Bram Stoker) / Produção: Harry Alan Towers, Arturo Marcos (Produtor Executivo) / Elenco: Christopher Lee, Klaus Kinski, Herbert Lom, Soledad Miranda, Maria Rohm, Fred Williams


Fico imaginando como seria essa obra se Franco tivesse mais grana para realizá-la. Porque nitidamente é um filme de baixíssimo orçamento, mas o roteiro tenta se atentar tal qual a obra escrita, trazendo todos os personagens clássicos e Christopher Lee como o conde, que apesar de ter vivido o desmorto em sete filmes da Hammer, essa é sua caracterização mais próxima de como ele foi retratado no livro de Stoker, deixando de lado todo o exagero e a forma caricata do vampiro mor do estúdio inglês.

Tá certo que algumas cenas são fracas, como, por exemplo, o ataque dos animais empalhados, ou então aquele morcego tosco demais que dá uns rasantes às vezes para lá e para cá, os erros crassos de continuidade, cenas noturnas filmadas à luz do dia (como a Hammer fazia MUITO), as atuações bisonhas de todo o elenco de apoio, o bigodón de Christopher Lee e todos os problemas oriundos da deficiência orçamentária gigantesca, que claramente vão aumentando conforme o filme vai chegando em seu clímax e a grana vai acabando. Há também fatores que auxiliam o status trasheira da produção, que além da direção de Jess Franco, tem Harry Alan Towers na produção e o truqueiro Bruno Mattei na edição.

Mas não fique desiludido, porque a sinfonia de horror de Jess Franco é um deleite para os fãs, apesar dos apesares. Christopher Lee kick asses. Quando ele aparece pela primeira vez como Conde Drácula efetivamente (não parecendo um lutador de Mortal Kombat quando faz às vezes do cocheiro levando Jonathan Harker para o castelo e perseguido por pastores alemães que deveriam ser lobos), está absolutamente igual ao escrito por Stoker: velho, com cabelos e bigode brancos, decadente porém sem perder ar aristocrático, com seu vozeirão grave, e ar sinistro. Todos os elementos principais do livro estão lá, naquela mesma história que já estamos cansados de conhecer:

Harker vai até a Transilvânia para encontrar o Conde Drácula, que está interessado em adquirir propriedades em Londres; todos pelas redondezas são supersticiosos e amedrontados pela figura do vampiro; há as três rameiras do inferno que moram com Drácula no castelo e gostam de se alimentar de bebês; o Conde viaja até Londres levando consigo seu caixão com a terra natal; Mina está preocupada com o noivo; Lucy é atacada por Drácula; Van Helsing é chamado para ajudar (detalhes que é um dos caçadores de vampiro mais ineficientes da história das adaptações de Drácula); e há o pirado Renfield, comendo insetos, trancafiado em uma sala acolchoada, e por aí vai. Detalhe que Renfield é interpretado pelo excelente Klaus Kinski, que faria o papel do próprio Drácula em Nosferatu – O Vampiro da Noite de Werner Herzog.

Acontece também que Conde Drácula é um filme sóbrio, se pegarmos aqui a filmografia de Franco, tanto em seus exemplares do euro trash quanto seus pornôs softcore. Vejam só, até tem pouquíssima dose de sangue e sem nudez nenhuma (por incrível que pareça Soledad Miranda está vestida dos pés a cabeça o filme inteiro!!!!). Vincent Price também foi cogitado para fazer o papel de Van Helsing, mas não pode aceitar por motivos de saúde. Vale também salientar a ótima e soturna trilha sonora de Bruno Nicolai e a compreensão do texto de Stoker, que acaba sendo sobrepujada por todos aqueles detalhes que já citei que transformam o filme, senão numa bomba, mas em uma precariedade sem tamanho. Não que isso seja um problema para caras como eu, como vocês bem sabem se acompanham minhas postagens por aqui.

Conde Drácula pode não ser uma das maravilhas da sétima arte e nem do cinema de horror como um todo. Tampouco Jess Franco o maior diretor que já viveu. Mas pelo menos não é pretensioso .


CONDE DRÁCULA

1970 / Reino Unido / 96 min / Direção: Roy Ward Baker / Roteiro: John Elder / Produção: Aida Young / Elenco: Christopher Lee, Dennis Waterman, Jenny Hanley, Christopher Matthews, Patrick Troughton, Michael Ripper

Graças a genialidade dos responsáveis por dar e aprovar títulos nacionais aos filmes, Scars of Dracula, virou O Conde Drácula, e assim no mesmo ano de 1970 .

Em comum, apenas que ambos trazem Christopher Lee mais uma vez vestindo a capa e as presas, como o nefasto Conde Drácula. Nesta produção da Hammer, que traz Lee pela quinta vez reprisando o papel (pois antes de O Conde Drácula, ainda foi lançado O Sangue de Drácula no mesmo ano, mas como a minha lista é em ordem alfabética e não por data de lançamento, este post veio primeiro) que o consagrou no gênero, somos brindados com o mais violento e gore filme do vampiro do estúdio inglês. Também não é para menos, já que estamos começando a presenciar a decadência daquela que foi outrora a casa do horror.

Isso porque já no começo dos anos 70, o charme dos monstros do estúdio com toda sua aura gótica sobrenatural já havia entrado em baixa, isso sem contar que tanto a exploração da sexualidade feminina quanto a violência gráfica e o sangue vermelho vivo que marcou a Hammar, já havia sido superado por outras produções e novas formas de terror vindo principalmente do mercado americano, fazendo com que os súditos da Terra da Rainha tivessem de correr atrás.

E a melhor forma de enfrentar esse gap e tentar trazer o público de volta às salas de cinema, é ao invés de renovar a franquia com novas ideias, manter a mesma coisa de sempre, só que com muito, mas muito sangue. É por isso que O Conde Drácula é considerado o mais violento filme da série. A direção ficou por conta de Roy Ward Baker, que para a Hammer também dirigiu Sepultura para a Eternidade e já se meteu no universo vampiresco em Carmilla, a Vampira de Karnstein. O roteiro é assinado mais uma vez por Anthony Hinds, usando o costumeiro pseudônimo de John Elder, e o grande destaque fica para a maquiagem sanguinolenta da equipe supervisionada por Wally Schneiderman.

Christopher Lee faz um Drácula ruim como nunca aqui (no sentido de mal mesmo, cruel, e não de fraca atuação), que volta das cinzas após um morcego gigante (tosquíssimo, que o acompanha o filme todo, assim como outros, pendurados em um visível fio de nylon transparente e que até lembra o podre O Morcego Vampiro da década de 40, com Bela Lugosi) vomitar sangue em seu túmulo. Após a transubstanciação de cinzas para a forma “humana”, Drácula continuará a dar seu expediente de sugar o sangue de belas jovens e tocar o terror nos aldeões.

E logo no começo do filme ele já bota para quebrar, quando um grupo de homens locais, munidos de tochas e forcados (ah, vá?) vai até seu castelo para incendiá-lo, Drácula lidera telepaticamente um exército de vampiros que invade a igreja, onde as suas mulheres esperavam em segurança, e promovem um verdadeiro massacre, dilacerando seus rostos, olhos e etc. Hoje estamos acostumados a banhos de sangue sem noção, mas no início dos anos 70, aquela cena era extremamente chocante.

Passado algum tempo, um jovem conquistador e encrenqueiro chamado Paul Carslon (Christopher Matthews), ao fugir de policiais por ter transado com a filha do burgomestre, acidentalmente vai parar no castelo de Drácula. Lá, obviamente ele será morto, como acontece com todos os visitantes indesejados do vampiro mor. Seu irmão Simon (Dennis Watermann) e sua namorada, Sarah (Jenny Hanley) mas que também tem uma queda por Paul, preocupados com o sumiço do rapaz, resolvem investigar seu paradeiro e também vão deparar com o terrível Conde e seu ajudante desgranhento, Klove (interpretado pelo eterno Doctor Who, Patrick Troughton), que nutre uma paixão platônica pelo retrato de Sarah, que encontrou nos pertences de Paul.

Auxiliado pelo pároco local, Simon tentará destruir o desmorto de uma vez por todas, e ao mesmo tempo, impedi-lo de possuir sua amada e torna-la uma de suas rameiras do inferno, situação de roteiro básica da franquia. Entre as mortes e cenas deveras violentas presentes no longa, vale destacar a cena em que Drácula, emputecido por uma de suas concubinas vampiras tentar sugar o sangue de Paul, aparece e saca um punhal, esfaqueando a garota violentamente (desde quando Drácula usa armas brancas?), que depois, será mutilada (em off screen) por Klove, utilizando cutelos e serras, a fim de dissolver seu corpo no ácido, e também quando o padre é atacado por um morcego impiedoso que investe contra seu rosto, arrancando nacos de carne e deixando-o completamente desfigurado. Mais do mesmo, mas com um Christopher Lee afiadíssimo com toda sua expressão facial, movimentos de corpo, seus longos caninos e olhos vermelhos de fúria e uma boa dose de sangue fazem O Conde Drácula um dos melhores filmes da série, altamente recomendável para os fãs.

A matéria completa sobre este filme e suas continuações, você encontra aqui: DRÁCULA DA HAMMER STUDIOS

sexta-feira, 6 de março de 2015

CASAIS EM FILMES QUE NÃO SE DAVAM BEM FORA DAS TELAS


Entre briguinhas de ego, personalidade e atrasos, eis alguns casos curiosos de que o cinema é uma real ilusão:

O casal mais sofrido da literatura parece ter transportado seu sofrimento para os sets. Durante a filmagem de ‘Romeu + Julieta’, Claire Danes tinha apenas 18 anos, mas chamou DiCaprio, que estava com 22 anos na época, de “imaturo”.

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Reza a lenda que a atriz recusou um papel no filme ‘J. Edgar’ (2011), porque não esqueceu os sentimentos ruins que nutriu pelo colega.


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Os amantes de um dos mais célebres romances do cinema contemporâneo se odiaram atrás das câmeras (no começo). Durante as primeiras filmagens de ‘Diário de uma Paixão’, Ryan Gosling pediu que o diretor Nick Cassavetes substituísse Rachel McAdams por outra atriz. 

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Em outro dia, o diretor encontrou os protagonistas gritando ferozmente um com o outro, nos bastidores.


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Tentando se aproveitar da onda erótica-romântica criada por ‘Instinto Selvagem’ (1992), ‘Invasão de Privacidade’ não acertou seus rumos. Talvez por saber que o filme seria um fracasso, Sharon Stone adorava zombar de Billy Baldwin entre as filmagens. 

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Em uma cena de beijo, Sharon mordeu a língua do colega tão forte que, supostamente, ele teria ficado sem falar por uma semana.


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Os atores nunca superaram os problemas que tiveram durante a filmagem Adoro Problemas’, comédia romântica sobre repórteres rivais. Anos depois, 

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Julia Roberts disse que o colega é “um ser humano desprezível”. Nick Nolte devolveu a acusação: “Ela não é uma pessoa legal”.

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A história que contam é que Patrick Swayze teve que implorar para Jennifer Grey aceitar o papel no filme. Ela não teria gostado de atuar com o colega em ‘Amanhecer Violento’ (1984). Ele, porém, parece ter se arrependido por ter insistido. Em suas memórias, Patrick Swayze escreveu que Jennifer Gray era “imatura” e, por causa dela, “algumas cenas precisavam ser filmadas de novo, de novo e de novo”. Ele ainda criticou a dificuldade da atriz em aceitar críticas. “Nós tivemos atritos… Ela me parecia muito emocional, derramando lágrimas sempre que alguém a criticava”, escreveu.

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“Foi como beijar o Hitler”, disse Tony Curtis sobre suas cenas com Marylin Monroe. Os dois já tinham se relacionado antes de gravar o filme, mas o ator disse que a colega havia mudado muito.

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“Ela não era mais divertida, estava distraída”. Uma cena em particular o irritou profundamente, a do beijo no iate. “Foi horrível. Ela quase me matou, colocando a língua em minha traqueia”, revelou.

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Teri Hatcher não parece ser uma pessoa pontual, pelo menos é o que nos diz Pierce Brosnan. Durante as gravações de ‘007 – O Amanhã Nunca Morre’, a Bond-girl estava grávida e sofrendo enjoo e náusea todas as manhãs, fato descoberto somente no fim da produção do longa. 

“Eu fiquei muito nervoso com ela, porque eu ficava esperando por horas. Eu tenho que admitir que disse algumas palavras mal educadas para ela”, contou Brosnan. Até mesmo a elegância de James Bond tem limites, não é?

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“Ela é a atriz mais irritante com quem eu trabalhei”. Este é Anthony Hopkins falando sobre Shirley MacLaine, com quem atuou em ‘Amantes em Família’. 

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Ele não foi o único a falar mal da atriz. O diretor Don Siegel, que trabalhou com ela em ‘Os Abutres têm Fome’ (1970), disse que é “difícil sentir muita simpatia por Shirley”.

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Aparentemente, Dustin Hoffman não achou muito legal Meryl Streep ter reescrito um monte de falas de sua personagem no filme. “Eu odiei a coragem dela. Sim, odiei a coragem dela, mas eu respeitei”, disse ele, em entrevista. 

Sendo honesto, Hoffman também atribui seu ânimo alterado ao processo de divórcio que estava passando durante as filmagens. “Tenho certeza que estava descarregando nela algumas coisas que estava sentindo sobre a esposa de quem eu estava me separando”, revelou.

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Circula por Hollywood um boato que Shannen Doherty e Jason Lee simplesmente não se suportavam atrás das câmeras, durante a gravação de ‘Barrados no Shopping’. 

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Se é verdade ou não, é impossível saber. Porém, Doherty já teve problemas com outros colegas, como Alyssa Milano, com quem contracenou no seriado ‘Charmed’ (1998-2006). Milano disse que teve “dias difíceis” com Doherty nos sets.

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Outro rumor não confirmado é que Reese Whiterspoon não conseguiu olhar nos olhos de Vince Vaughn durante as gravações de ‘Surpresas do Amor’. Parece plausível, já que os dois têm personalidades completamente diferentes; ela mais séria, ele engraçado. Witherspoon tratou de negar o tal rumor: 

“Nós éramos bons amigos e bons parceiros enquanto estávamos gravando o filme”, disse, em entrevista.


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Eles protagonizaram as três temporadas do seriado, mas nem mesmo esse tempo todo parece ter feito Bruce Willis e Cybill Shepherd se entenderem. 


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“Chegou em um ponto que nós percebemos que brigávamos antes de todas as cenas. E, então, ficamos ‘ok, vamos ter uma pequena briga antes de uma briga de verdade’”, contou a atriz.


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Eles nunca aparecerem em um filme juntos, mas foram apresentadores do Oscar em 2011, uma das piores cerimônias da história, de acordo com a crítica especializada. Franco falou algumas poucas vezes sobre o assunto e chegou a chamar a colega de “demônio da Tasmânia”. 


Os comentários se encerraram porque Anne Hathaway enviou um e-mail para ele, pedindo que parasse de falar sobre ela e sobre o Oscar.


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