Trending

Instagram

Footer Widget #2

Footer Widget #3

Mostrando postagens com marcador BOMBAS QUE A VIDA TRAZ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BOMBAS QUE A VIDA TRAZ. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de março de 2015

FURACÃO AVA GARDNER PASSA BELO BRASIL


RIO DE JANEIRO - TUMULTO - SAPATADA - SEXO - MARTINI - AVA GARDNER

Já se passaram mais de 50 anos quando o “animal mais belo do mundo” de acordo com as palavras de Jean Cocteau (1889-1963), poeta e cineasta francês, a diva eterna Ava Gardner (1922-1990) passou um período aqui na cidade maravilhosa. Claro que eu ainda não viera ao mundo, no entanto, tal passagem deixou registros muito importantes, que nem mesma a atriz descartou em sua autobiografia Ava-My Story, que foi aqui lançada no Brasil pela Editora L&PM, um ano depois da morte de Ava, em 25 de janeiro de 1990.

Entretanto muitos registros da passagem da atriz na cidade maravilhosa ainda são controversos. De um lado, histórias populares do julgo dos cariocas e artistas que testemunharam os rompantes da diva. De outro, de comentários a respeito que levam a um cantor brasileiro e famoso na época, que teria “negado fogo” à estrela. E de outro, a própria Ava a declarar o que ocorreu propriamente, em sua estadia aqui em 1954, de acordo com sua autobiografia publicada pouco depois de sua morte.

Ava Gardner, considerada a mais espetacular estrela de Hollywood daquela época, havia chegado ao Rio da Janeiro em 1954 trazida pela United Artist, para divulgar seu filme mais recente, A Condessa Descalça (The Barefoot Contessa), de Joseph L. Mankiewicz (1909-1993). Ava no esplendor dos seus 34 anos, já havia cunhado o epíteto promovido por Jean Cocteau, que a perseguiria pelo resto de sua tumultuada vida.

Foi pouco depois do suicídio do presidente Getúlio Vargas, em agosto do mesmo ano e os agentes da atriz até temiam que uma revolução pudesse eclodir em nosso país. Entretanto, o tumulto que de fato ocorreu foi de outra ordem. Quando Ava chegou ao aeroporto do Rio, a multidão que a aguardava quebrou a barreira policial e invadiu a pista. A passagem de Ava Gardner pelo Rio de Janeiro foi muito tumultuada, ela reclamou das "mãos-bobas" no Galeão. Quando a atriz finalmente conseguiu chegar a um táxi, o carro não conseguiu partir, então ela teria batido na cabeça do motorista com seu sapato.

Evidentemente, e como não pôde deixar de ser, houve muitas euforias por parte do público masculino. Muito dona de si, a estrela detestava o elogio, clichê constante nos textos dos jornalistas pouco informados e menos criativos. Mas o Rio de janeiro, que até hoje, de forma provinciana recebe artistas menores como deusas estava literalmente aos pés da grande e verdadeira estrela do cinema internacional.

Conta-se que o Hotel que ela ficaria hospedada e a qual haviam os agentes reservado para atriz, o Hotel Glória, na região que saí do Centro da Cidade Maravilhosa em direção á Zona Sul, Ava não teria gostado das instalações, e imediatamente, exigiu ser hospedada no famoso Copacabana Palace. Numa discussão com o gerente do primeiro hotel, bebidas foram atiradas ao chão, e segundo o que se chegou à imprensa, ela teria quebrado objetos no hotel. Ava, como toda prima dona, era realmente temperamental, acabando por ser a protagonista de um fantástico barraco no famoso Hotel Glória ou porque bebeu demais, ou porque não gostou da suíte que recebeu, ou mais provavelmente pelos dois motivos. Seja como for, foi o que se divulgou durante muito tempo, com ares de boatos, dúvidas, e incertezas, mesmo considerando o temperamento forte da atriz.


Mudando para o Copacabana Palace, onde o playboy Jorginho Guinle (1916-2004), um dos donos do hotel, que costumava receber com todas as mordomias as estrelas do cinema americano com o intuito de levá-las para a cama, mais pelo desfrute da fama do que pelo sexo. Durante toda sua vida, Guinle declarava que fez amor com todas elas. Lá também, encontrou celebridades de nossa cultura, como José Lewgoy (1920-2003). No entanto, apesar da “mudança de ares”, nem por isso Ava se livrou de confusões.

No Copacabana, Ava, após um de seus muitos pileques, resolveu meter-se (no sentido literal) com o crooner da orquestra do maestro Copinha, de nome Carlos Augusto. Este, descoberto por Ary Barroso, não demorou muito para chegar ao estrelato. Passou pelas mãos de Almirante, Paulo Gracindo, selando seu sucesso ao lado de Emilinha Borba em tourné pelo norte do país.


O crooner da orquestra do maestro Copinha, chegou a ter um caso amoroso com a atriz. Entretanto, quando Ava o chamou para sua suíte, parece que o cantor se intimidou com aquela beleza deusesca, monumento de desejo que até o mais simples dos mortais sempre desejou...pelo menos, em sonhos. Reza à lenda, o cantor “negou fogo” à atriz, talvez achando que ela fosse muita areia para o seu caminhãozinho. Até me fez lembrar uma cena de A Condessa Descalça, onde Maria Vargas (Gardner) esta num veleiro, e com um maiô bem sensual, aos olhos dos frequentadores. Todos ficam à babar, mas ninguém leva, com certeza por pura timidez. Carlos Augusto (já falecido), tinha fama de conquistador, mas se intimidou quando viu aquele mulherão, e para “vergonha nacional”, brochou, e conforme o dito popular, irremediavelmente. Assim foi rotulado aos ares o pobre cantor. Carlos foi expulso por Ava da suíte, mas como ela estava um tanto agitada, não desistiu e desceu para o bar, pedindo mais um Martini. Anselmo Duarte (1920-2009), mais bem apanhado e mais bonito que Carlos Augusto, se insinuava para Ava, mas esta não deu a mínima bola ao nosso galã dos antigos clássicos da Atlântida.

Impressionou a todos com a quantidade de bebida que consumia, a ponto de um jornal publicar uma charge onde havia um copo com as medidas “para mulheres”, “para homens”, “para cavalos” e a máxima, “para Ava”. No fim, ficou trancada em sua suíte o tempo todo, encurtou sua visita, mas dizem que saiu na última madrugada aqui para conhecer a Cidade Maravilhosa.

Concedendo uma entrevista, declarou que o filme da sensação do momento, A Condessa Descalça era seu filme favorito e que estava no Brasil divulgando um esplendoroso trabalho, seguido de Mogambo, realizado por John Ford no ano anterior (em sua autobiografia, Ava declara Ford como um “Cavalo” de estúpido, mas que de certa maneira ela agradece ao Mestre, pelo ótimo desempenho que obteve, pois no fim, o prestigia) e disse que Os Cavaleiros da Távola Redonda era o seu pior filme. Ava não gostava de épicos.

Mas apesar dos dissabores aqui vividos, certamente existem fãs brasileiros, que além de não só admirar sua beleza, que sem dúvida é um marco na cinematografia, a admiram também como grande atriz. O legado de Ava Gardner é uma marca registrada de um período de ouro do cinema, período este de saudosas constelações, com seus eternos astros e estrelas do passado.




AVA CONTA SUA VISITA AO RIO DE JANEIRO

Em sua autobiografia, Ava dedicou algumas linhas à sua passagem pelo Rio de Janeiro. Não citou um nome sequer nem se referiu a nenhum caso amoroso. Vamos ao texto abaixo:

A United Artists não tinha nos colocado no hotel que eu havia pedido, mas sim numa espelunca que cheirava a fumaça e tinha mais queimaduras de cigarro do que a Carolina do Norte inteira. Por isso me mudei calmamente para o hotel que eu queria.
Na manhã seguinte, no entanto, os jornais contaram uma história completamente diferente. Eu tinha chegado bêbada, fazendo confusões, descalça (era verdade que eu tinha chegado descalça, pois o salto do meu sapato quebrara quando fui amassada por uma multidão no aeroporto). Eu destruíra meu quarto, e a gerência do hotel, para provar a coisa, logo chamou fotógrafos, sem ter outra opção a não ser me expulsar.

O que realmente aconteceu foi que o hotel, numa espécie de vingança por eu ter decidido me mudar, contratou um verdadeiro exército destruidor menos de uma hora depois que saí. Quebraram todos os espelhos, atiraram garrafas de uísque por toda parte, destruíram a mobília, arrasaram literalmente com tudo.

Nem vamos considerar que eu não teria conseguido fazer todo aquele estrago mesmo com machados e uma semana para trabalhar. Todos acreditaram nas manchetes. Nem uma entrevista à imprensa e nem uma desculpa do governo brasileiro fizeram com que a verdade vencesse a mentira nos jornais do mundo inteiro.

Ava Lavinia Gardner – AVA, MY STORY, Capítulo XXII, Página 221.

NOTA DO EDITOR: Por mais de dois anos, Ava Gardner esquadrinhou sua memória, preenchendo noventa fitas cassetes com reminiscências de sua vida, desde sua infância de filha de agricultores até sua transformação numa legendária estrela da tela. Ela gravou a última fita poucos meses antes de sua morte repentina, em janeiro de 1990.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

MORTE E FILMES DE LEILA DINIZ


Recordando o trágico falecimento de um dos maiores ícones do cinema brasileiro: Leila Diniz (1945-1972).

Embora tenha feito novelas de televisão, algum teatro, Leila era basicamente uma personalidade do cinema, talvez a única realmente estrela surgida no cinema brasileiro numa época onde era mais importante o teor político, a proposta social, do que o sucesso comercial.

Mesmo assim Leila se tornou um mito que resiste até hoje não tanto por sua carreira cinematográfica (não fez nenhum grande filme, não foi chamada pelo Cinema Novo, em muitos deles teve apenas pequenas participações por amizade, ou simplesmente porque gostava de estar numa filmagem com os amigos), mas por sua posição libertária, a naturalidade com que falava palavrões (como todo mundo hoje), sua famosa foto grávida na praia (coisa até então inédita) e a honestidade com que conduziu sua vida.

Que foi terminar num desastre de aviação na Índia, perto do aeroporto de Nova Delhi, quando fazia escala de volta de um festival de cinema na Austrália (onde foi apresentar Mãos Vazias) e retornou mais cedo por estar com saudade de sua primeira e única filha Janaina (que hoje trabalha no cinema, como produtora). Foi feito um bom filme sobre ela, Leila Diniz (1987), de seu amigo Luiz Carlos Lacerda, onde foi magnificamente interpretada por Louise Cardoso.

Leila era um fenômeno no cinema brasileiro contemporâneo. Embora fizesse teatro (ia estrear uma participação em O Cordão Umbilical) e televisão para sobreviver, era uma estrela única, criada pelo sucesso de um filme que era basicamente uma declaração de amor a ela (onde era descrita corretamente como uma mulher solar).


Leila era única. Era realmente solar. Uma mulher saudável e resolvida, que adorava badalar em Festivais, que era moleque e vencia todas as gincanas (que estavam então na moda), acordava cedo para ir brincar no mar, conversava com as crianças (foi professora de jardim da infância) e não precisava de drogas para curtir seu barato.

Leila não teve tempo de ser uma grande atriz, embora tivesse o carisma e a presença, raramente lhe deram papéis mais interessantes (talvez o melhor tenha sido Fome de Amor de Nelson Pereira, com Irene Stefânia e Arduíno Colasanti, já começando o desbunde daquela geração).

O problema bem curioso é que Leila escolhia os filmes não por sua possível qualidade, mas por causa dos amigos (em Azyllo muito louco, também feito em Parati, ficou com papel pequeno, mas foi assistente de direção). Ou então porque se divertia muito (como em filme de cangaceiro com cavalos, que ela adorava).

Infelizmente não teve na vida outro Todas as Mulheres do Mundo, um filme modesto, em preto e branco, que reunia a turma toda de Ipanema revelando o estreante e já maravilhoso Paulo José, cercada de mulheres da turma (Joana Fomm, Marieta Severo, que era a melhor amiga de Leila, Márcia Rodrigues, Vera Vianna, Isabel Ribeiro, Ana Maria Magalhães, Hildegard Angel, Maria Gladys, Irmãs Marinho, Tania Scher).

Paulo faz Edu, que começa a contar os problemas de seu relacionamento com Maria Alice (Leila), uma professora primária carioca que atrapalha sua intenção de transar com todas as mulheres do mundo. Uma comédia romântica que é um encanto, um pouco amadora (o diretor Domingos a teria feito para tentar reconquistar Leila, com quem havia sido casado e separado, não deu certo, mas ficaram amigos para o resto da vida), mas ainda encantadora. Preserva não apenas Leila (o personagem de Maria Alice é autobiográfico e tem muitas facetas dela).

Ainda em vida, Leila teve todas as consagrações de uma estrela. Foi citada em canção ("homem tem que ser durão como diz Leila Diniz"), virou nome de grife, foi atriz premiada, mãe do ano, musa do "Pasquim", vedete do rebolado, chorou no ar no programa Quem tem Medo da Verdade (grande sucesso na época), teve romances inesquecíveis com Toquinho, Henrique Martins e outros.
Leila era sinônimo de vida, de alegria, de espontaneidade.


Filmografia

1966 - O Mundo Alegre de Helô, de Carlos Alberto de Souza Barros. Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos de Oliveira
1967 - Mineirinho, Vivo ou Morto, de Aurélio Teixeira
1968 - Jogo Perigoso (Juego Peligroso. Mexicano rodado no Brasil, de Luiz Alcoriza e Arturo Ripstein. Epis. Divertimento); O Homem Nu de Roberto Santos (participação). Madona de Cedro, de Carlos Coimbra. Edu, Coração de Ouro, de Domingos de Oliveira
1969 - Fome de Amor, de Nelson Pereira dos Santos. Corisco, o Diabo Loiro de Carlos Coimbra. Os Paqueras, de Reginaldo Faria
1970 - Azylo Muito Louco, de Nelson Pereira dos Santos
1971 - Mãos Vazias, de Luis Carlos Lacerda
1973 - Amor, Carnaval e Sonhos, de Paulo Cesar Saraceni (participação)
1974 - O Donzelo de Stephen Whol (participação)
1971-77- O Dia Marcado, de Iberê Cavalcanti (não conheço o filme, nem soube que tivesse sido lançado)
Também fez as telenovelas (Excelsior e Globo)
1965 - Ilusões Perdidas. Paixão de Outono
66 - O Sheik de Agadir. Eu Compro Essa Mulher. Um Rosto de Mulher
1967 - A Rainha Louca. Anastácia, A Mulher Sem Destino
1968 - O Direito dos Filhos
1969 - Acorrentados. A Menina do Veleiro Azul. Vidas em Conflito. Dez Vidas
1970 - E nós Aonde, Vamos?

sábado, 14 de fevereiro de 2015

JAMES DEAN - TUDO PELO SUCESSO


Quando James Dean chegou na grande cidade vindo de uma cidadezinha do interior de Indiana ele alimentava o sonho de ser um grande ator. O que Dean não sabia é que havia centenas de milhares de jovens que tinham exatamente o mesmo sonho. Nos testes para filmes e peças sempre havia uma multidão de novatos querendo um lugar ao sol. Dean não conseguia trabalho e em pouco tempo se viu em situação bem ruim do ponto de vista financeiro. O aspirante não tinha parentes importantes no meio cinematográfico e nem qualquer tipo de influência com produtores que lhe dessem uma chance. No meio dessa fase complicada Dean conheceu Rogers Brackett. Esse tinha tudo o que faltava a Dean naquele momento. Era bem relacionado, circulava na alta roda dos chefões de estúdio e poderia facilmente facilitar a vida de um jovem como James Dean.

Só havia um detalhe: Brackett era gay! Obviamente não iria ajudar qualquer um a troco de nada. Ao conhecer James Dean ele o achou muito pouco polido, com gestos rudes e sem sofisticação mas achou também o ator muito bonito e de visual atraente. Jogou a isca e Dean a agarrou. Ele certamente sabia o jogo que estava prestes a jogar. Em troca de favores sexuais ele almejava que Brackett o ajudasse de alguma forma dentro da indústria. Os resultados não tardaram a vir. Em pouco tempo James Dean foi escalado para um comercial da Pepsi Cola (Brackett era muito influente no ramo publicitário). Dean não pensou duas vezes e foi morar com Brackett. Ao seu lado passou a frequentar a alta roda, a circular entre tubarões do meio, tudo como mandava o figurino na época. Havia um jogo de sexo e poder em voga e James Dean o jogou em prol de seus interesses profissionais e pessoais.

Depois de se aproximar de Rogers e ficar conhecido as coisas começaram a acontecer para Dean. Após alguns meses ele conseguiu o contrato de sua vida com a Warner Brothers. Os personagens sem expressão ficariam para trás, agora ele teria chance de mostrar seu talento. Duas considerações porém devem ser feitas nesse momento. James Dean não se tornou o mito que foi apenas por causa dessa estória de alcova nos bastidores de sua carreira. É certo que Rogers teve enorme influência para que o ator ganhasse seus primeiros grandes papéis mas a partir daí ele só se firmou por seu talento pessoal, única e exclusivamente. Outro ponto é que Dean não parecia ser gay por opção pessoal. Ele apenas usou o sexo para subir alguns degraus em sua carreira de ator. Sua orientação sexual parecia ser mais dirigida a mulheres mesmo pois foi com elas que ele se relacionou em nível mais profundo. Seus namoros com Pier Angeli e Ursulla Andress ficaram famosos. Ele era na realidade um bissexual de conveniência e um heterossexual por convicção. De qualquer forma assim que se sentiu firmeza em seus novos filmes Dean tratou de despachar Brackett. Não quis mais aproximação e evitou até mesmo tocar em seu nome novamente. Dean certamente não era um santo e nem cultivava essa personalidade. 


Depois que morreu muito jovem, aos 24 anos, seu ex-namorado, amante e confessor revelou a um jornalista que estava profundamente arrependido em ter jogado fora as cartas de amor que Dean havia escrito para ele pois certamente valeriam uma fortuna depois que ele virou esse ícone do cinema. Pois é, Dean parece ter levado a máxima "Os fins justificam os meios" até as últimas consequências em sua vida. 

MARILYN MONROE - VERDADES E MENTIRAS


Marilyn Monroe realmente teve um caso amoroso com o presidente Kennedy? Ao que tudo indica sim. Embora a família Kennedy desminta até hoje esse fato, a verdade parece ser a que Marilyn e Kennedy tiveram realmente um ardoroso caso amoroso. Eram amantes e em algumas ocasiões isso ficou bem nítido (como o famoso “Parabéns Para Você” que a atriz cantou para o presidente em um de seus aniversários). E não pára por aí pois Marilyn também se envolveu com o irmão de John, Bob Kennedy, que também era casado e tinha muitos filhos, todos menores de idade. John havia enviado seu irmão para falar com Marilyn para lhe dizer que tudo estava acabado entre eles mas o feitiço virou contra o feiticeiro e Bob acabou se apaixonando pela atriz. Esses escandalosos romances aliás se tornaram a base de praticamente todas as teorias da conspiração sobre a morte de Marilyn Monroe através dos anos. A verdade sobre tudo o que aconteceu? Provavelmente nunca saberemos..

Marilyn Monroe era lésbica? Marilyn costumava dizer que nunca conseguia ficar plenamente satisfeita do ponto de vista sexual com nenhum homem, mesmo tendo inúmeros amantes ao longo da vida. Em certo período ela pensou seriamente que era na realidade lésbica. Mesmo tendo dúvidas sobre sua sexualidade nunca avançou demais nesse campo, sempre preferido mesmo homens ao seu lado. Uma de suas professoras de interpretação porém era lésbica e tinha plena consciência disso. Até tentou algo com Marilyn mas apesar da curiosidade a atriz recusou gentilmente a possibilidade desse tipo de relacionamento. Até hoje não existem fontes seguras e certas de que ela, em algum dia de sua vida, tenha tido qualquer tipo de relacionamento homossexual.

Marilyn Monroe usava drogas? Sim e em grande quantidade. Marilyn começou a usar drogas prescritas por médicos para amenizar sua terrível insônia. Ela tinha enorme dificuldade em dormir, causada principalmente por sua ansiedade e ataques de pânico. A atriz também tinha uma baixa auto estima que piorava ainda mais seu quadro. Para combater um quadro psicológico tão complicado ela começou a tomar remédios receitados por seus médicos e analistas. Em pouco tempo perdeu o controle sobre seu uso, abusando muito das medicações e as misturando perigosamente com bebidas alcoólicas, o que acabou prejudicando demais sua vida pessoal e profissional. Ao que tudo indica a causa mais provável de sua morte tenha sido justamente uma overdose acidental desses mesmos remédios, embora seu falecimento esteja até hoje encoberto por muitos mistérios não resolvidos. 

A atriz foi realmente espancada por Joe Di Maggio? A maioria das biografias afirma que sim. O triste acontecimento ocorreu após as filmagens de Marilyn com calcinhas à mostra no filme “O Pecado Mora ao Lado” (a famosa cena da saia levantada). No meio da multidão lá estava o marido Di Maggio que ficou simplesmente escandalizado com o que viu. Depois ao encontrá-la em casa começou uma violenta discussão com ela. Descendente de italianos, machista, não admitia aquele tipo de situação. Segundo algumas fontes Di Maggio teria mesmo agredido Marilyn a ponto da atriz surgir no dia seguinte com uma grande faixa em seu braço. Os acontecimentos posteriores também parecem comprovar esse fato pois não demorou muito para Marilyn pedir o divórcio do marido. 


Marilyn Monroe se suicidou ou foi um acidente? Ao que tudo indica foi um terrível acidente. Deixando de lado todas as teorias alternativas sobre sua morte (que afirmam que ela na verdade foi assassinada) o que parece ter acontecido foi que Marilyn, por estar abusando de bebidas (ela adorava champagne) e drogas, perdeu o senso, misturando muitas pílulas para dormir prescritas por seu analista com altas doses de bebida alcoólica. Quando ela morreu estava segurando o telefone que ficava ao lado de sua cama. Há duas hipóteses: Ou ela teria simplesmente apagado tentando pedir por socorro ou então perdeu a consciência enquanto tentava ligar para alguém. Em nenhum dos casos a situação parece com a de um suicídio. Alem do mais ela não deixou qualquer tipo de bilhete em seu leito de morte. A verdade porém nunca saberemos ao certo.

Marilyn Monroe era religiosa? A única vez que se aproximou mais da religião foi durante seu casamento com Arhur Miller. Ele era judeu e Marilyn ficou particularmente interessada na doutrina e nos dogmas judeus, tanto que se converteu à religião. Depois desse interesse inicial porém a aproximação dela com assuntos religiosos decaiu bastante. Sua mãe lhe havia dado um pequeno livro com frases religiosas retiradas da Bíblia quando ela era apenas uma criança e de vez em quando Marilyn o consultava. Mesmo assim nunca se considerou uma praticante de qualquer tipo de religião.
  
Como era Marilyn Monroe fisicamente? Marilyn Monroe tinha 1.67 de altura, 94 centímetros de busto, 61 cm de cintura e 89 cm de quadril. Quando estava em boa forma pesava 64 Kgs e calçava sapatos número 36. Infelizmente os inúmeros abortos e problemas de saúde, além dos abusos envolvendo álcool e drogas, também cobraram seu preço o que fazia Marilyn perder a linha de vez em quando na forma física. Em casa não usava maquiagem e nem se importava em se vestir bem – geralmente ficava desleixada e desarrumada. Adorava andar nua pela casa e chegou até mesmo a receber visitas assim. Sua higiene era problemática pois havia sido criada de forma negligenciada em diversos lares onde não foi ensinada adequadamente sobre esse tipo de questão. Para se transformar no mito sexual que o público conhecia sempre tinha a mão uma equipe de maquiadores e cabeleireiros que eram não apenas muito próximos dela do ponto de vista profissional mas pessoal também.

Marilyn Monroe foi realmente garota de programa? Muitas biografias afirmam que assim que chegou em Hollywood atrás de um emprego na indústria, Marilyn começou a sair com homens bem mais velhos mas bem situados no meio. O objetivo dela era claro pois esses figurões poderiam lhe arranjar papéis em filmes dos estúdios. Ela tecnicamente não era uma profissional do sexo, tudo era feito de forma muito mais sutil, na realidade uma troca de favores de conteúdo sexual. Marilyn se submetia a esses homens e em troca ganhava pequenos papéis em filmes menores. Sobre essa época em sua vida ela declarou: “Quando se é uma jovem em busca de um papel importante no cinema nada mais tem valor e ficamos dispostas a praticamente tudo, deixamos até mesmo de comer para conseguir entrar em um filme”. Marilyn Monroe certamente fez várias concessões ao longo da vida para subir na carreira.
    
Qual era o maior medo de Marilyn Monroe? A atriz tinha muito medo de terminar como sua mãe, internada em um sanatório para pessoas com doenças mentais. A loucura vinha de longe dentro da genealogia de Marilyn com vários tios avôs que também tiveram diagnóstico de doença mental, por isso Marilyn tinha grande medo de um dia terminar do mesmo jeito. Outro medo recorrente em suas conversas com amigas próximas era o receio de terminar seus dias sozinha. Ela havia se casado várias vezes mas nunca havia conseguido encontrar a verdadeira felicidade. A uma amiga atriz desabafou: “Parece que nasci para ser infeliz no amor!”.
    

Marilyn Monroe sofria de alguma doença mental? Ela esteve um período internada em um hospício e quem a tirou de lá foi seu ex-marido Joe Di Maggio. Seu diagnóstico médico sempre foi escondido do público. Oficialmente Marilyn dizia que foi internada por engano mas existem fontes que afirmam que nesse período ela realmente perdeu a razão e o bom senso em sua vida mental. Era o velho fantasma da loucura de sua mãe que voltava a rondar a vida da atriz. 








sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

TRÁGICA MORTE DE WILLIAM HOLDEN


William Holden foi um dos mais populares atores da chamada Era de Ouro de Hollywood. Elegante, charmoso, ele se enquadrava muito bem no tipo galã de filmes românticos da época. Era o sonho de muitas mulheres que suspiravam ao vê-lo nas telas dos cinemas mundo afora! Mesmo sendo um dos astros mais famosos dos grandes romances em celulóide ele conseguiu atuar nos mais diversos gêneros, sempre sendo muito bem sucedido. O auge de sua carreira aconteceu com o clássico eterno “Crepúsculo dos Deuses” onde interpretou um roteirista desempregado que casualmente iria parar numa mansão decadente de uma diva do cinema mudo. Vivendo de glórias passadas ela ainda se imaginava uma estrela no céu de Hollywood. 

O curioso é que muitas vezes a vida imita a arte. A ironia do destino viria na própria vida de William Holden, que estrelou esse grande filme. Ele era considerado um bom profissional, amigo e correto em suas relações com diretores, colegas atores e produtores. Porém até os mitos eternos de Hollywood passam por grandes problemas em suas vidas pessoais, tais como os meros mortais que vão ao trabalho todos os dias. O grande drama de Holden veio com o álcool. Nas festas nos tempos áureos do cinema americano não havia limites para as bebidas. Tudo do bom e do melhor era colocado à disposição dos convidados. Holden não foi sempre um alcoólatra. Inicialmente bebia socialmente, dentro do padrão dos demais profissionais da indústria do cinema. Aliás participar de grandes festas era um pré-requisito para conhecer donos de estúdios e produtores importantes e assim ser escalado para o elenco de alguma produção em andamento. Para isso o aspirante a ator tinha que se mostrar social e agradável e beber fazia parte desse jogo. 


Foi durante um desses eventos festivos que Holden se tornou amigo da estrela Barbara Stanwyck. Ela simpatizou muito com o jeito daquele jovem de Illinois e o escalou para o filme “Conflito de Duas Almas” de 1939. Seu estilo viril e masculino logo chamou a atenção do público feminino e Holden começou a ser escalado para grandes papéis de galãs em filmes no mesmo estilo. A partir de dado momento sua popularidade estourou e ele se tornou um verdadeiro astro. Na década de 40 ele estrelou filmes dos mais diversos estilos, que iam dos dramas, romances, filmes de guerra, até os faroestes da MGM. Seu nome era chamariz de público e nessa ótima fase de sua carreira não estrelou nenhum filme que não fosse um belo sucesso de bilheteria. Em todos eles se destacava pela bela voz e excelente presença de cena. Em 1950 realizou seu grande filme, “Crepúsculo dos Deuses” e três anos depois venceu o Oscar de Melhor Ator por Inferno 17. Era o seu auge definitivo. William Holden estava no topo do mundo!

Depois da consagração da Academia o ator continuou a participar de uma sucessão de sucessos românticos como “Férias do Amor”, onde bailava graciosamente com Kim Novak, e “Suplício de uma Saudade”, um dos filmes de amor mais famosos da história do cinema americano. O problema é que galãs geralmente possuem prazo de validade e no começo da década de 1960 a carreira de William Holden começou a declinar, como era natural acontecer. 

Foi justamente nessa época que começou a beber de forma descontrolada. Passava semanas embriagado, muitas vezes caído pelo chão em sua fina e elegante mansão em Beverly Hills. Para manter o alto padrão de vida começou a aceitar qualquer papel que lhe oferecessem. Isso acabou abalando seu prestígio. Já amanhecia bebendo, geralmente um grande copo de whisky sem gelo e não parava mais durante todo o dia. Sua vida sentimental também se tornou caótica. Ele se casou várias vezes, e se apaixonou perdidamente por uma exótica atriz francesa que não parecia gostar verdadeiramente dele. A desilusão amorosa agravava ainda mais seu alcoolismo pois para esquecer as decepções no campo sentimental bebia cada vez mais. Para piorar começou a ser esquecido para as grandes festas justamente por causa de seu alcoolismo. Afinal ninguém queria expulsar um astro de Hollywood decadente por ele estar completamente bêbado. Sem ir nas festas certas começou a ser esquecido por produtores e diretores de elenco. 

Seu último grande filme foi “Rede de Intrigas”, um oásis no meio das produções medíocres que vinha estrelando. Suas bebedeiras em Hollywood se tornaram homéricas e por causa delas sua aparência começou a alarmar seus amigos mais próximos – geralmente surgia envelhecido demais, em péssimo estado aparentando ter mais idade do que realmente tinha. O velho galã que arrancava suspiros das moças das décadas de 40 e 50, surgia abatido, cansado, sem energia. 

A fonte de todos os seus problemas era o alcoolismo sem controle. Parecia que Holden havia incorporado de forma definitiva seu personagem playboy e irresponsável do clássico “Sabrina” da década de 50. Comprou uma grande propriedade na África e passava meses por lá, caçando e se embriagando em eventos decadentes e espalhafatosos. Um dia a festa tinha realmente que acabar e acabou para William Holden de uma forma nada condizente com seu passado glorioso. Ele havia comprado um apartamento em Santa Mônica, onde geralmente tomava seus porres de forma solitária e isolada. Hostilizado sempre que ficava bêbado demais ele começou a beber sozinho e às escondidas das pessoas mais próximas. Havia se cansado das lições de moral e dos conselhos para parar de beber. Ele queria beber até não agüentar mais, em paz, sem ninguém por perto lhe perturbando ou lhe chamando a atenção pelo seu estado lamentável. Ele costumava brincar dizendo que era um bebum convicto!

Foi justamente nesse apartamento, até modesto para um grande astro do cinema como ele, que aconteceu a fatalidade. Holden passou dias em bebedeira descontrolada. Após mais um dia de muitos abusos ele foi caminhar da sala para a cozinha mas embriagado demais se desequilibrou e bateu com a cabeça de forma violenta numa grande e dura mesa de mármore da sala de jantar! A pancada foi tão forte que teve morte instantânea. O pior é que Holden havia se afastado de todas as pessoas próximas a ele e por isso ninguém mais sentia sua falta em suas longas ausências etílicas. Ele só foi encontrado mesmo porque os vizinhos alarmados com o mau cheiro vindo de seu apartamento, chamaram a polícia. Quando os policiais entraram finalmente no imóvel encontraram Holden caído no chão já em avançado estado de decomposição. 



Era novembro de 1981 e William Holden, um dos grandes atores da era clássica de Hollywood estava morto. Havia perdido a luta contra a bebida. Tinha apenas 63 anos, uma idade bem abaixo da expectativa de vida média do homem americano. Terminava assim um drama da vida real, algo tão triste e melancólico quanto o fim de seu personagem que interpretou no inesquecível “Crepúsculo dos Deuses”. Infelizmente até as estrelas caem do céu um dia.
Fica a homenagem de Tudo Sobre Seu Filme a este grande ator, que ainda que tenha saído da vida para entrar para a história, saiu de forma indigna...




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

MARLON BRANDO - VERDADES OU MENTIRAS?


Marlon Brando é considerado um dos grandes atores do século XX. Com personalidade ímpar o ator foi grande não apenas nos palcos e nas telas mas também nas causas que defendeu. Muita coisa infelizmente ficou encoberta pela celebridade que o acompanhava - celebridade essa que ele particularmente detestava. No meio de tantas polêmicas, muitos boatos, mentiras e estórias não verdadeiras acabaram ganhando status de fato. Vamos agora revelar algumas verdades e mentiras sobre esse mito da cultura pop.

Marlon Brando odiava seus pais?
Durante toda sua vida Brando teve um relacionamento complicado com seus pais, em especial com Marlon Brando Senior, seu pai. Ambos tinham temperamentos fortes e não aceitavam se submeter uma ao outro. Além disso Brando não perdoava as constantes escapadas do velho que, caixeiro viajante, acabava arrumando várias namoradas nas cidades pelos quais passava. Com a mãe, Marlon também tinha problemas. Desde jovem a mãe de Brando gostava de beber. Com o tempo a bebida se tornou um sério problema virando alcoolismo. Não raro o ator quando garoto tinha que percorrer bares barra pesada atrás de sua mãe. Isso acabou criando traumas nele para o resto de sua vida. Quando o pai estava para morrer Brando pediu que ele tivesse mais alguns segundos de vida para como ele mesmo afirmou em sua autobiografia, "Quebrar todos os dentes de seu velho". Apesar de todas essas brigas e desavenças o ator acabou perdoando as falhas dos pais e conseguiu superar todos os problemas anos depois ao fazer análise como acabou revelando em sua autobiografia.

É verdade que Brando foi expulso de um colégio militar em sua juventude? 
Brando foi um garoto problema. Com dificuldades de aprendizado nunca conseguiu ser um sucesso nas escolas pelos quais passou. Assim seu pai resolver matricular o garoto na Academia Militar de Shattuck em Minessota. Foi nessa Academia, em regime de internato, que o ator passou grande parte de sua juventude. Sob severo regime disciplinar Brando acabou com o tempo se revoltando contra todas aquelas regras de comportamento, tão típicas de uma escola militar. Era indisciplinado, bagunceiro e sempre se metia em confusões. Numa delas sumiu com o badalo do sino da Academia (ele odiava acordar cedo e as badaladas do sino indicavam a hora de acordar pela manhã). Em outra desrespeitou um oficial durante uma formação de rotina. Esse último evento acabou selando sua expulsão da Academia.

O que fez após ser expulso da Academia Militar?
Brando voltou para casa. Seus pais decepcionados perguntaram o que ele iria fazer da vida. Sem perspectivas Brando passou um tempo trabalhando em obras de construção civil como peão. Depois se encheu daquilo tudo e resolveu ir embora para Nova Iorque. Sua irmã Frannie estava morando na grande cidade, tentando se tornar atriz. Cansado dos sermões de seus pais, Marlon acabou decidindo ir embora para a Big Apple. Ele ainda não tinha intenção de ser ator mas apenas de arranjar um emprego qualquer para se estabelecer na nova cidade. Sua opção de se tornar ator só surgiria depois quando Brando sentiu que a atuação lhe poderia render um bom dinheiro sem precisar suar muito a camisa.

Qual foi a grande mentora de Brando em Nova Iorque?
Stella Adler foi uma das primeiras professoras que Brando teve ao chegar em Nova Iorque. Após decidir que tentaria ser ator ele se matriculou em cursos de formação de atores e Stella Adler acabou mudando sua vida. O jovem aspirante a ator ficou encantado pelo talento, carisma e dedicação da grande atriz e professora. Anos depois ao escrever sua autobiografia Brando creditou a Stella muito da inspiração que levou para toda a sua carreira ao longo da vida. Após se formar nesse curso Brando aos poucos foi ganhando experiência em montagens off Broadway. Foram várias montagens até que finalmente encontrasse o papel que iria mudar toda a sua vida: Stanley Kowalski da peça "A Street Named Desire" de Tennessee Williams.

Marlon Brando teve um romance com Marilyn Monroe? 
Segundo o próprio ator sim. Na realidade nem foi propriamente um romance mas sim um encontro casual após uma festa em Hollywood. Marilyn nunca escondeu sua atração por Marlon a ponto de colocá-lo em uma lista de dez homens que gostaria de levar para a cama. Assim após se conhecerem em uma noite a própria Marilyn lhe convidou para ir em sua casa. Após esse encontro nada mais de muito importante surgiu entre eles. De vez em quando Marilyn ligava para Brando e ambos passavam várias horas conversando. Marilyn aliás ligou para Brando na noite anterior ao de sua morte supostamente por overdose de pílulas para dormir. Brando jamais divulgou o conteúdo dessa sua última conversa com Marilyn.

O que Brando achava de James Dean e Montgomery Clift?
Brando admirava Montgomery Clift. O achava um grande ator que infelizmente estava sucumbindo à problemas com bebidas e drogas. Após sofrer um acidente de carro que desfigurou parcialmente seu rosto Clift encontrou dificuldades de encontrar trabalho em novos filmes. Brando então resolveu ajudar pessoalmente o colega, exigindo inclusive sua colocação no elenco de "Os Deuses Vencidos". Já sobre Dean, Marlon Brando tinha uma opinião diferente. O achava perturbado e acreditava que Dean o imitava deliberadamente (inclusive nas roupas, nas motos que andava, etc). Dean tentou uma aproximação maior com Brando mas esse o dispensou discretamente, o aconselhando a procurar ajuda psicológica. Deu inclusive o número de seu analista pessoal para Dean.

Marlon Brando era bissexual?
Segundo Anna Kashfi, sua segunda esposa, Brando era bissexual. Seu depoimento porém é discutível uma vez que ela teve muitos problemas (inclusive legais) com o ator no processo de divórcio. Embora fosse assumidamente hetero, se envolvendo com muitas mulheres ao longo da vida, sempre existiu a suspeita que Marlon teria tido pelo menos um romance mais sério com um homem, o diretor francês Christian Marquand. Isso porém nunca foi comprovado, ficando apenas no patamar de mero boato. O fato foi investigado por vários autores de biografias sem se chegar a uma comprovação de que algo além de amizade teria realmente acontecido. Nos anos 50 surgiu uma suposta foto de Brando praticando sexo oral em um homem negro, sem identificação. A foto até ganhou certa repercussão no meio mas depois descobriu-se ser apenas uma montagem (nos dias de hoje se percebe bem que tudo não passa mesmo de uma montagem grosseira). Brando não desmentiu a suposta veracidade da fotografia, se limitando a se divertir com o bizarro registro.

Como era Marlon Brando fisicamente?
Marlon Brando tinha estatura média para a população americana: 1.75. Para compensar isso se dedicou bastante a jogar futebol americano na adolescência ganhando peso e força muscular, que iria ser acentuada em seus primeiros anos em Nova Iorque quando precisou mostrar boa composição física para interpretar tipos rudes como o personagem Stanley de "A Named Street Desire". Infelizmente o ator foi aos poucos deixando a musculação e a partir dos anos 60 e começou a engordar de forma assustadora. Em seus últimos anos Marlon sofreu muito com obesidade mórbida chegando a incríveis 180 kgs.

Brando não gostava de Elvis Presley? 
Em sua autobiografia Marlon Brando afirma que achava uma piada o governo americano ter colocado Elvis como selo postal oficial do país. Para Brando o assim chamado Rei do Rock apenas copiou a cultura negra que existia há anos. Ele se ressentiu ainda pelo fato de Elvis ter morrido de uma overdose de drogas e esse fato ser ignorado pelo governo dos EUA justo em uma época de guerra do país no combate às drogas.

Por que Brando e Chaplin não se deram bem ao trabalharem juntos?
Marlon Brando não gostou do estilo de trabalho de Chaplin. Para Brando o antes genial Charles Chaplin estava ultrapassado, sua forma de dirigir um filme era completamente obsoleta. Marlon que vinha da escola do Actors Studio se ressentiu pelo fato de não conseguir abrir um diálogo com Chaplin para discutir seu personagem. Além disso ficou chocado com a forma que Chaplin tratava um de seus filhos no set de filmagem. De forma sádica Chaplin repreendia publicamente seu filho que atuava no filme, o chamando de incompetente e incapaz na frente dos outros atores e da equipe técnica. Em determinado momento o próprio Brando pensou seriamente em largar o filme no meio das filmagens. Para ele, que sempre idolatrou Chaplin, tudo se tornou uma grande decepção. O resultado da parceria entre eles foi o pior possível pois o filme foi um tremendo fracasso de pública e crítica. Anos depois Brando definiu "A Condessa de Hong Kong" como "um de meus desastres" e acabou afirmando que o pai de Carlitos havia sido "um dos homens mais sádicos que já conheci na minha vida"

O que Brando achava da máfia? Ele realmente encontrou chefões da cosa nostra para filmar "O Poderoso Chefão"? 
Brando acreditava que a máfia americana não era muito diferente das grande corporações ou até mesmo da CIA. Segundo o ator ambas usavam de violência e corrupção para se impor e se firmar na sociedade. O ator inclusive criticava duramente o tratamento dado pelo governo americano em países de terceiro mundo. Ele até tentou realizar um documentário sobre isso mas cedeu às fortes pressões que sofreu até mesmo dentro da indústria cinematográfica. Durante as filmagens de "O Poderoso Chefão" ele chegou realmente a ser visitado no set por figuras importantes do submundo Um deles inclusive disse que ele não precisava mais se preocupar pois a partir daquele dia nenhum restaurante de Little Italy, em Nova Iorque, iria lhe cobrar pelas refeições. Brando agradeceu a cortesia e o convite e descobriu anos depois que realmente nunca mais teria que pagar contas nos restaurantes daquele bairro de Nova Iorque. O chefão realmente havia falado sério!

Brando recusou todos os Oscar que ganhou?
Todas as pessoas pensam equivocadamente que Brando recusou todos os prêmios de melhor ator que recebeu. Isso é fácil de explicar pois sua recusa pelo Oscar de "O Poderoso Chefão" em protesto ao modo como o cinema americano retratava os nativos daquele país até hoje ficou marcada no inconsciente coletivo. O fato porém é que nos anos 50 ele foi premiado por "Sindicato de Ladrões" e compareceu na cerimônia em traje de gala, tirou fotos entre os premiados, se portando de maneira polida, um exemplo de boa etiqueta. Fez até um agradecimento convencional, tudo bem de acordo com o protocolo da festa. Anos depois afirmou que não sabia onde foi parar a estatueta. Ele apenas se recordava que deu a um amigo mas não sabia direito aonde o Oscar foi parar exatamente. Anos depois o Oscar finalmente ressurgiu numa casa de leilões onde finalmente foi vendido por um preço excelente.

Quem foi o maior amigo de sua vida em sua própria opinião?
Segundo o próprio ator seu melhor amigo foi Wally Cox. Wally era um velho conhecido de Brando desde a sua juventude. Por um desses acasos do destino voltou a se encontrar com ele assim que Marlon foi morar em Nova Iorque. Ambos eram aspirantes a uma carreira no teatro mas exerciam outras profissões para sobreviver. Wally fazia pequenas bijuterias enquanto não encontrava uma chance melhor de atuar. Ele tinha ambições de se tornar um ator cômico. Anos depois quando Brando se tornou um astro de primeira grandeza ele ajudou o velho amigo, inclusive lhe arranjando trabalho em filmes que atuou. Infelizmente mesmo com esse esforço Cox nunca conseguiu despontar para o sucesso. Infeliz pela carreira mal sucedida acabou sucumbindo ao álcool e às drogas, falecendo muito jovem. No livro Brando afirma que sentia bastante a falta do amigo e que nunca o perdoara pela forma como morreu. 

Qual foi a causa da morte de Marlon Brando?
Brando há muitos anos sofria de várias doenças. Sua obesidade fora de controle apenas piorou seu quadro. Além de sofrer problemas de pressão arterial o ator também foi diagnosticado com úlcera e diabetes. Em seus últimos anos não saia mais de sua cama. Para sobreviver um verdadeiro sistema de UTI foi colocado em seu quarto na sua mansão em Los Angeles. Depois de várias crises ele finalmente foi levado a um hospital onde veio finalmente a falecer de insuficiência pulmonar aguda. Brando não quis um enterro tradicional e deixou um pedido expresso para que fosse cremado em uma sessão privada em Los Angeles. Alguns jornais divulgaram que o ator também teria pedido que suas cinzas fossem jogadas em Tetiaroa mas isso nunca foi confirmado oficialmente pelo espólio do ator.

Marlon Brando estava falido no final de sua vida?
No meio dos vários boatos após sua morte surgiu a estória de que o ator estava falido e morando em um pequeno apartamento de aluguel na cidade de Los Angeles. Depois que seu testamento veio à público todo esse sensacionalismo foi desmentido. Brando deixou cerca de 21 milhões de dólares a seus herdeiros, além de uma mansão localizada em Mulholland Drive avaliada em 10 milhões de dólares. Outro factóide inventado pela imprensa era de que o ator teria vendido seu arquipélago Tetiaroa para pagar advogados para seu filho Christian. O testamento provou que Brando ainda era seu dono tanto que as ilhas entraram na herança deixada pelo ator.

Quantos filhos foram reconhecidos pelo ator?
Em seu testamento Brando reconheceu oficialmente 11 filhos, sendo dois deles ainda crianças que teriam sido frutos do caso amoroso que o ator teve com sua empregada doméstica nos anos finais de sua vida. Mas nem todos tiveram direito à herança deixada pelo ator. Ele desertou pelo menos três deles, por motivos de brigas e desavenças. Além disso deixou de fora o seu neto, filho de Cheyenne, que havia se suicidado após seu irmão Christian ter matado seu marido. Brando reconheceu em seu testamento os seguintes filhos: Christian, filho de Anna Kashfi que também não viveria muito morrendo de pneumonia após cumprir pena por homicidio, Miko Brando e Rebecca (filhos de Castenada), os filhos de Teripaiia, Teihotu e Cheyenne Brando, assim como Nina, Myles e Timothy Brando (filhos de Maria Ruiz). Também mencionou duas outras filhas de nomes Maimiti Brando e Raiatua, sendo que essas quase ninguém conhecia.

BRIGITTE BARDOT - SENSUAL E NO TRIBUNAL


Brigitte Bardot foi um dos grandes símbolos sexuais do cinema mundial durante as décadas de 50 e 60. De óbvios atributos estéticos a atriz causou frisson não apenas pela sua extrema beleza mas também por várias atitudes de independência que a fez ser amada e odiada nas mesma proporções. Em uma época em que a mulher tinha que seguir rígidos padrões morais e sexuais Bardot ousou ir mais além. A forma como ela se tornou ícone sexual de uma geração foi no mínimo curioso. Tudo começou quando a adolescente Bardot conheceu Roger Vadim. Ele era bem mais velho do que ela, com fama de conquistador inveterado. Na época em que o conheceu Brigitte tinha apenas 15 anos e ainda era apenas uma aspirante à carreira de modelo. Conforme Vadim foi lutando por sua carreira a aproximação amorosa se tornou inevitável. Para escândalo da tradicional família Bardot ela resolveu assumir seu romance. Para seus pais foi como uma declaração de guerra familiar, embora para Brigitte tudo soasse apenas como uma mulher que lutava para se relacionar com quem bem entendesse.

Aos 17 anos finalmente se casou com Vadim, a contragosto dos pais que desaprovavam de forma veemente o casamento. O auge dos atritos envolvendo Brigitte e sua família aconteceria na ocasião do lançamento de seu primeiro filme. A produção se chamava "Manina, la fille sans voile" e não economizava na sensualidade, trazendo fartas cenas de Bardot de biquíni, na praia, em cenas ousadas. Quando o filme foi lançado o clã Bardot perdeu a paciência e tentando preservar sua "reputação moral" resolveu tomar medidas duras, levando todos, de produtores ao diretor Vadim, aos tribunais. Tentando a todo custo proibir a exibição do filme os advogados da família Bardot alegavam que a produção ia contra todos os valores morais e religiosos do povo francês, contra a ética, contra o pudor e chegava ao ponto de acusar os realizadores de anti-cristãos e lascivos pois estariam pisando nos dogmas religiosos mais vitais ao sentimento da nação francesa!

 O caso acabou virando um carnaval e o filme acabou se tornando dez vezes mais famoso por causa do inusitado processo judicial. A polêmica logo chegou aos EUA e o filme acabou sendo comprado por um grande estúdio americano para distribuição no país sob o sugestivo nome "The Girl In the Bikini". O tiro da família Bardot obviamente saiu pela culatra pois trouxe uma publicidade impensada para um pequenino filme como aquele!

Nem é preciso dizer que em pouco tempo Bardot virou símbolo sexual também para os americanos. Afinal ela era além de linda muito interessante em seu estilo de vida livre e exótico, caindo como uma luva na imagem que os ianques tinham sobre os hábitos sexuais dos franceses, geralmente vistos como libertinos incorrigíveis. Após uma longa batalha judicial o tribunal deu ganho de causa para os produtores do filme. Não havia sentido em aplicar censura em um filme que no final de contas só mostrava uma linda adolescente de biquíni passeando pela praia. Aliás ela estava mais maravilhosa do que nunca. 

Por que proibir a beleza feminina afinal? O caso fez jurisprudência na justiça francesa e em vários outros países o exemplo foi seguido. Não havia como proibir uma obra de cinema apenas por uma questão moral de foro íntimo, pois a decência varia de pessoa para pessoa. O que pode ser considerado imoral para alguns pode não ser para outros. Na nova década não havia mais espaço para moralismos caducos e retrógrados como aquele. O biquíni de Bardot enfim vencera e ela, linda e graciosa, iria a partir daí iniciar um reinado nas telas mundiais que duraria vários anos para deleite de todos os cinéfilos ao redor do mundo.


O ACIDENTE DE MONTGOMERY CLIFT



Em 1956 Montgomery Clift estava filmando ao lado da amiga Elizabeth Taylor a produção "A Árvore da Vida". Para celebrar Liz convidou Monty a um jantar em sua casa. A recepção seria realizada por ela e seu marido na época, Mike Wilding. Montgomery Clift já vinha com problemas envolvendo bebidas. 

Ele estava bebendo cada vez mais, ao ponto até de interferir em sua vida profissional e em eventos sociais como aquele abusava ainda mais do copo. 

O jantar foi muito festivo, além de Elizabeth Taylor havia outras estrelas de cinema na ocasião, como Rock Hudson. Monty parecia animado e alegre durante a festa, algo que estava se tornando cada vez mais raro.

Tarde da noite, entrando pela madrugada, finalmente o ator resolveu ir embora. Ele estava completamente embriagado mas como havia chegado sozinho em seu carro pretendia voltar também dirigindo ele próprio seu veículo. A questão era que pelo seu estado de embriaguez não havia muita possibilidade de algo assim dar certo. Bebida e volante nunca combinam. Para piorar a estrada que levava à casa de Elizabeth Taylor era sinuosa e mal iluminada. Primeiro partiu Kevin McCarthy, um dos convidados de Liz e logo em seguida saiu Monty. Numa das primeiras curvas Kevin olhou pelo retrovisor e ainda conseguiu ver o carro de Montgomery Clift saindo pela tangente da pista, indo de encontro a um poste telefônico. A batida foi certeira. O automóvel ficou em frangalhos e o ator estava severamente ferido.

Ao ouvir o barulho da batida Elizabeth Taylor saiu em disparada para o local do acidente. Monty estava encoberto por um banho de sangue. Sem cinto de segurança seu rosto foi de encontro ao volante e partes do pára brisa cortaram seu rosto. A situação era bem grave. Logo uma ambulância foi chamada e ele foi levado ao hospital. Seus ferimentos foram graves e atingiram vários nervos faciais, o que para um ator era uma notícia terrível pois sua capacidade de expressão ficaria comprometida. A produção do filme que estava participando foi suspensa e Monty passaria os meses seguintes sofrendo severas dores de cabeça decorrentes da grande pancada que sofreu. Para amenizar as dores começou a tomar grande quantidade de drogas pesadas, além de aumentar seu consumo de bebidas. Depois do acidente Montgomery Clift jamais foi o mesmo. 


Entrou em quadro de depressão e começou a lentamente se auto destruir. De fato essa terrível fase de sua vida acabou sendo conhecida como o "mais longo suicídio da história de Hollywood".

TESTE

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

SOFA NIGHT COM CINEMA

Text

Like us

About

Popular Posts

Designed By Blogger Templates - Published By Gooyaabi Templates | Powered By Blogger